USP investiga ressurgimento do vírus sabiá após 20 anos - Fatorrrh - Ricardo Rosado de Holanda
FatorRRHFatorRRH — por Ricardo Rosado

Saúde 22/06/2022 09:45

USP investiga ressurgimento do vírus sabiá após 20 anos

Virose é considerada de alta letalidade e causa febre hemorrágica nos pacientes

USP investiga ressurgimento do vírus sabiá após 20 anos

Cientistas da Universidade de São Paulo divulgaram nesta segunda-feira dados preliminares de uma pesquisa sobre o Brazillian mammarenavirus, ou vírus sabiá. A incidência da virose voltou a ser registrada no Brasil após mais de 20 anos sem qualquer pessoa infectada.

De alta letalidade, o vírus provoca a febre hemorrágica brasileira.

Os casos mais recentes ocorreram em 2019 na zona rural de São Paulo, quando dois homens morreram poucos dias após o diagnóstico. Ambos tiveram sintomas como febre, dores musculares e abdominais, tontura e prostração.
De acordo com dados preliminares do estudo, divulgados pelo site da USP, uma das hipóteses de transmissão é a “inalação de partículas virais, talvez de fezes de roedores”.

“Inferimos, baseados nos outros Mammarenavirus da América do Sul, que provavelmente a pessoa se contamina por inalação de partículas virais, talvez de fezes de roedores. Mas isso não está comprovado justamente porque temos pouquíssimos casos descritos”, disse a médica Ana Catharina Nastri, da Faculdade de Medicina da USP.

Como os casos registrados foram em áreas rurais, com menos recursos laboratoriais e de diagnóstico, a médica acredita que alguns casos não tenham sido registrados. Isso impossibilita um panorama completo da febre hemorrágica brasileira.

“Não sabemos se realmente não há casos mais leves, como na febre amarela, que possui desde o caso grave até os que não têm sintoma nenhum”, disse Ana Nastri.

Zona rural

O primeiro caso do vírus sabiá foi registrado em Cotia, no interior de São Paulo, no ano de 1990. O segundo ocorreu nove anos depois, em Espírito Santo do Pinhal.

Os dois diagnósticos mais recentes foram em Assis, em 2019, e em Eldorado, em 2020.

Deu em IG

Ricardo Rosado de Holanda
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