Educação 25/10/2025 19:38
Trabalho de Afonso Laurentino é reconhecido pela comunidade acadêmica

Jornalista, funcionário público, defensor da educação e incentivador da cultura, o nova-cruzense Afonso Laurentino Ramos integra agora o seleto grupo de personalidades que tiveram o trabalho reconhecido pela principal universidade do Rio Grande do Norte: a UFRN.
O título de Doutor Honoris Causa foi outorgado nesta sexta-feira (24) em ato presidido pelo reitor José Daniel Diniz de Melo, com a presença de professores, estudantes, políticos e companheiros de profissão que atuaram em veículos de comunicação nos tempos áureos do jornalismo potiguar.
Apresentada por um grupo de professores, a proposição foi aprovada pelo Conselho Universitário em dezembro de 2024, em reconhecimento à atuação, durante seis décadas, em defesa da educação, da cultura, da história e da promoção da cidadania.
“Com a outorga desta máxima distinção, reafirmamos a certeza de que o legado do nosso homenageado continuará a inspirar e a transformar. Que a sua excelência sirva de eterno exemplo para a nossa comunidade acadêmica e para o mundo,” destacou Diniz.
Afonso criou e dirigiu o Centro de Divulgação e Informação no governo Aluízio Alves, ocupou uma diretoria da Fundação José Augusto na gestão Hélio Galvão, assessorou Agnelo Alves na Prefeitura do Natal, trabalhou na Tribuna do Norte, no Diário de Natal e na assessoria de imprensa do Tribunal de Contas do Estado. Criou o caderno DN Educação, fundou a revista Cactus e foi um dos articuladores do projeto de instalação da primeira biblioteca pública do RN: a Câmara Cascudo.
Semeador de esperanças
Irrequieto, liderou picadas abrindo veredas, cavando trincheiras, destravando porteiras. “Um incendiador de caminhos”, definiu o professor e historiador José Willington Germano, citando metáfora usada pelo escritor moçambicano Mia Couto para falar de transformação.
Presente ao ato solene, realizado no Auditório do Centro de Tecnologia da UFRN, a governadora Fátima Bezerra lembrou que Afonso viveu o jornalismo em sua missão mais nobre, que é falar a verdade mesmo quando isso não convém.
“Um construtor de consciências, um semeador de esperanças”, exaltou a governadora.
“Este não é apenas um ato acadêmico, é um ato de amor à nossa história, à cultura e à memória coletiva do Rio Grande do Norte”, reforçou.
Afonso Laurentino foi companheiro de redação e de ideias do professor, advogado e militante político Luiz Maranhão Filho no Diário de Natal, no final dos anos 1950.
Organizou, juntamente com o jornalista Francisco Francerle de Souza, o livro “Recortes de Luiz Maranhão: a visão de um jornalista brasileiro nas páginas do Diário de Natal”, uma seleção de 100 textos escritos no ano de 1957.
Ele desenvolveu parcerias nas áreas de educação, cultura e jornalismo com a UFRN.
“Sendo homem de comunicação, percebeu que não podia prescindir do rádio e da televisão para também disseminar suas ideias. Na TVU marcou época o programa Grandes Temas, criado em 1993 por sua inspiração”, lembrou o professor Tarcísio Gurgel. A Afonso também é atribuída a retomada do Programa Memória Viva, acrescentando ao acervo gravado em preto e branco, os depoimentos de mais de 400 novas personalidades.
Com dificuldade de locomoção, Afonso compareceu ao ato de outorga do título sentado em uma cadeira de rodas. Aos 91 anos de idade, o jornalista que dedicou a vida à preservação da memória do Rio Grande do Norte vem dividindo os dias entre o carinho da família, as consultas médicas e sessões de fonoaudiologia.
Ao falar em nome do homenageado, com quem é casada há 50 anos, a professora Ana Maria Concentino Ramos relatou, emocionada, essa nova fase da vida.
“É doloroso para a nossa família falar em memória, presentemente. Os desafios da doença de falta de memória são enormes. E sei que entendem o que quero dizer, ainda que esteja buscando abordar o assunto da forma mais indireta possível”, pontuou.
Ana Concentino lembrou que a ciência, “produzida em todos os recantos desse enorme campus universitário, caminha a passos largos. A melhoria ou, quiçá, a cura, estão logo à vista e futuras gerações provavelmente não terão que enfrentar este mal”, afirmou ela, numa referência ao Alzheimer.
Fonte e foto: Assessoria

Descrição Jornalista
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