FatorRRHFatorRRH — por Ricardo Rosado
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Futebol 02/02/2026 14:25

Textor cita acerto com Thairo, e clube social é visto como última pendência por aporte no Botafogo

Textor cita acerto com Thairo, e clube social é visto como última pendência por aporte no Botafogo

Dono da SAF do Botafogo, John Textor se reuniu neste domingo com o presidente do associativo, João Paulo Magalhães Lins, após a derrota por 1 a 0 para o Fluminense no estádio Nilton Santos.

O principal assunto do encontro foi também o mais urgente nos bastidores do Botafogo: o novo aporte financeiro esperado para os cofres do clube, que vive momento financeiro delicado e ainda está penalizado com um transfer ban.

Em conversa com o ge, tanto Textor quanto João Paulo detalharam o debate que se estende há alguns dias entre as partes. Na última quinta-feira, o clube social cobrou garantias de sustentabilidade financeira em uma reunião.

No dia seguinte, Textor e João Paulo se reuniram com o banco BTG Pactual em São Paulo. SAF e clube social ainda esclarecem detalhes sobre o aporte, mas prevalece o entendimento de que o aval do associativo do Botafogo é a pendência final para a entrada do dinheiro.

A primeira parcela do investimento gira na casa de US$ 28 milhões, cerca de R$ 147 milhões.

Eu quero esclarecer exatamente onde estamos em relação ao aporte. Eu fiquei desapontado por não conseguir abordar as complexidades disso na quinta-feira, porque queríamos fazer um anúncio significativo antes do jogo contra o Cruzeiro. (A goleada por) 4 a 0 sobre o Cruzeiro, caso alguém tenha esquecido. Nós temos mais do que US$ 25 milhões em uma conta. É a primeira parcela de um financiamento muito maior que nós estamos aqui detalhando e descrevendo mais profundamente em benefício do clube social. Neste momento, a Ares tem, na verdade, apoiado. Pode ter havido algumas indicações contrárias, mas a Ares apoia a entrada de dinheiro no clube. A Eagle Bidco, o Conselho inteiro antes de eu fazer mudanças, aprovou a resolução em apoio a esse financiamento.

João Paulo Magalhães Lins e John Textor, presidente e dono da SAF do Botafogo, respectivamente — Foto: Bárbara Mendonça/ge

João Paulo Magalhães Lins e John Textor, presidente e dono da SAF do Botafogo, respectivamente — Foto: Bárbara Mendonça/ge

A direção (da SAF, refere-se ao CEO Thairo Arruda) agora está totalmente alinhada.
O apoio que precisamos da direção existe. Mas é um financiamento bastante complicado, e há muita coisa envolvida. Não estamos só tentando financiar essa janela de transferências, o transfer ban.
Queremos garantir que vamos resolver esse problema de vez, e que vamos capitalizar propriamente um clube a nível de (disputar) campeonatos daqui em diante. O clube social está tendo que digerir muitos detalhes de forma muito rápida. A viagem ao BTG (em São Paulo) não foi como tem sido reportada, pedindo dinheiro a um banco.
Eles são ótimos assessores financeiros do clube social, e foi importante que nós explicássemos tudo a eles. Aproveitamos a nossa viagem juntos, ainda temos algum trabalho a fazer, mas esperamos resolver tudo rapidamente.
— John Textor, dono da SAF do Botafogo

Os sócios para o aporte são a GDA Luma Capital e Hutton Capital. Ainda que este não seja um requisito legal para a celebração do contrato, Textor mencionou que os novos investidores gostariam de uma unanimidade. Isso inclui Textor, Thairo, o Conselho de Administração e o próprio clube social, que é acionista minoritário da SAF.

É importante que você tenha aprovação de todos na organização. O novo capital (investidores) gosta de saber que todos estão a bordo. Ninguém quer financiar uma nova situação onde você tem um parceiro significativo, como o clube social, que não esteja a par de todos os documentos, e não entenda o porquê de estar acontecendo. Nenhum investidor neste tipo de situação gostaria de que questionassem a validade do aporte, dos documentos. E isso é bastante habitual. Ninguém quer financiar (uma situação) com votos distintos. É um requisito bastante comum entre pessoas com bastante capital em jogo — disse Textor.

CEO do Botafogo, Thairo Arruda chegou a se afastar de Textor por discordâncias quanto aos termos do aporte. Os dois ficaram sem se falar por dias, com um clima de guerra fria nos bastidores.

Agora, segundo o americano, o assunto ficou para trás. Procurado pela reportagem do ge, Thairo ainda não se manifestou; a nota será atualizada caso ele o faça.

John Textor entre João Paulo Magalhães e Durcesio Mello — Foto: Vítor Silva/Botafogo

Deu em GE

Ricardo Rosado de Holanda
Ricardo Rosado de Holanda


Descrição Jornalista