Artigo 19/02/2018 06:19
Situação na Segurança Pública do RN ainda não é caso de intervenção
O Ministro da Justiça, Torquato Jardim, afirmou neste final de semana que há a possibilidade de incluir outros Estados da Federação no processo de intervenção federal na Segurança Pública.
O Ministro da Justiça, Torquato Jardim, afirmou neste final de semana que há a possibilidade de incluir outros Estados da Federação no processo de intervenção federal na Segurança Pública.
Claro que a decisão será depois de ouvir os Governadores e avaliar se há realmente necessidade, se os Estados com problemas na segurança estão no mesmo nível de descontrole que vive hoje o Rio de Janeiro.
O RN enfrenta há algum tempo um problema sério em sua segurança, a violência é crescente e assusta. Mas não se pode comparar com o Rio de Janeiro.
Nem se o Governador Robinson Faria estaria disposto a solicitar e permitir que seja feita uma intervenção federal aqui.
Não é uma decisão fácil e requer muita cautela.
O Governo Federal tem atendido aos apelos do Governador Robinson Faria sempre que a situação sinaliza sair do controle.
Por três vezes a Força Nacional e as Forças Armadas estiveram por aqui em pouco mais de um ano.
A última vez foi durante uma greve política da Polícia Militar e da Polícia Civil, sob o pretexto de agir contra o atraso dos salários. Causa justa, mas a dose da greve é excessiva e abusiva.
Joga o pânico na população e o crime adora.
Há outras formas de luta legítima para reaver salários em atraso.
É que o sindicalismo nos últimos tempos usa a greve como instrumento inicial. Desaprendeu a dialogar.
Não é raro que após as greves as lideranças se filiem a algum partido e arrisquem aventuras eleitorais.
Aceitar ou pedir uma intervenção federal é admitir o descontrole, zerar o discurso da prioridade na segurança e virar o alvo principal na eleição se que se avizinha.
Embora esteja em situação grave, não é ainda o caso de uma intervenção federal na segurança do RN.
Há, porém, um sinal de alerta: a repressão no Rio de Janeiro, agora comandada por militares, pode obrigar a bandidagem se espalhar pelo país, em fuga.
Até que chegue dezembro, que seja concluído o prazo das Forças Armadas no Rio de Janeiro e os criminosos possam voltar.
O Governador deve ficar alerta e não ter dúvidas.
Se houver uma “invasão” do crime organizado, das facções criminosas e o RN for um dos estados escolhidos, pedir a a intervenção pode ser a única saída.

Descrição Jornalista
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