Basta cruzar a divisa estadual para perceber como o IPVA 2026 (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) pesa de forma distinta no orçamento. Em alguns locais, a alíquota segue alta para sustentar receitas públicas, enquanto outros optaram por ajustes mais suaves.
O resultado é um cenário fragmentado, no qual o mesmo carro gera cobranças bem diferentes. Essa disparidade reforça a sensação de que o endereço vale tanto quanto o veículo.
O cálculo não se limita ao modelo, ao ano ou ao valor de mercado do automóvel. Cada estado define suas próprias regras e percentuais, sem qualquer padronização nacional.
Assim, dois proprietários com carros idênticos podem enfrentar valores opostos apenas por morarem em unidades federativas distintas. Essa lógica amplia desigualdades e dificulta comparações diretas.
Para o contribuinte, entender essas variações virou parte essencial do planejamento anual. Afinal, no Brasil, o imposto também muda de CEP.
Alíquota do IPVA 2026: da mais baixa à mais alta
Em 2026, a distância entre extremos chama atenção do contribuinte. Amazonas aplica 1,5% para veículos de até mil cilindradas, enquanto Mato Grosso do Sul oscila entre 5% e 6% do valor venal. Desse modo, a diferença atinge até quatro vezes.
Mais baixas: até 2%
Na base do ranking, moradores de estados com alíquotas até 2% encontram algum fôlego. Ainda assim, regras variam conforme cilindrada ou tipo de veículo, o que exige atenção. Confira a ordem crescente das menores taxas e planeje o orçamento.
- Amazonas: 1,5% para veículos de até mil cilindradas.
- Paraná: 1,9% para automóveis.
- Acre: 2%.
- Espírito Santo: 2%.
- Santa Catarina: 2%.
- Mato Grosso: 2% para veículos de até mil cilindradas.
Intermediárias: de 2,1% a 2,75%
Logo acima, estados concentram alíquotas intermediárias, com faixas que alcançam até 2,5%. Por outro lado, alguns limitam o benefício por preço do veículo, o que muda a conta final. Veja a lista em ordem crescente.
- Pernambuco: 2,4%.
- Ceará: 2,5%.
- Tocantins: 2,5%.
- Pará: 2,5%.
- Paraíba: 2,5%.
- Maranhão e Piauí: 2,5% para veículos até R$ 150 mil.
- Sergipe: 2,5% para veículos até R$ 120 mil.
Alagoas figura sozinho na faixa acima de 2,5% e abaixo da casa de 3%. Ainda que pareça um ajuste pequeno, a diferença pesa em veículos de maior valor venal.
- Alagoas: 2,75%.
Quase no topo
Na próxima camada, várias unidades da federação adotam taxa de 3% a 4%. Nesse grupo, motoristas convivem com um patamar um pouco mais alto, mas ainda não são os que pagam mais. A seguir, os estados que aplicam esse percentual.
- Amapá: 3%.
- Bahia: 3%.
- Distrito Federal: 3%.
- Goiás: 3%.
- Rio Grande do Norte: 3%.
- Rio Grande do Sul: 3%.
- Rondônia: 3%.
- Roraima: 3%.
- Minas Gerais: 4%.
- Rio de Janeiro: 4%.
- São Paulo: 4%.
IPVA mais caro do Brasil
No extremo superior, Mato Grosso do Sul lidera com variação que alcança 6% do valor venal, partindo de 5%. Portanto, motoristas locais enfrentam a faixa mais pesada do Brasil em 2026.
- Mato Grosso do Sul: variação entre 5% e 6% do valor venal do veículo
Para planejar o início do ano, vale considerar a alíquota e as regras específicas de cada estado. Em 2026, Amazona e Paraná despontam entre as menores cobranças, enquanto Mato Grosso do Sul ocupa o topo. Assim, comparar endereços faz diferença no orçamento.

