FatorRRHFatorRRH — por Ricardo Rosado
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Alimentos 06/11/2025 14:37

Se você comprou este sal, cuidado: Anvisa manda tirar das prateleiras em todo o Brasil

Se você comprou este sal, cuidado: Anvisa manda tirar das prateleiras em todo o Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou a suspensão imediata da venda, distribuição e consumo de 13 lotes do Sal do Himalaia Moído, 500 g, da marca Kinino, amplamente encontrado em supermercados e empórios de todo o país.

A decisão foi tomada após a constatação de baixo teor de iodo, nutriente essencial à saúde humana, identificado em análises realizadas pelo Instituto Adolfo Lutz.

Motivo da suspensão: teor de iodo abaixo do permitido

A ação foi publicada recentemente em nota oficial da Anvisa e determina que o recolhimento dos produtos seja mantido até março de 2027.

Os lotes afetados são: MAR 257 1 a MAR 257 13.

De acordo com a agência, os testes laboratoriais revelaram que os produtos estavam fora dos padrões exigidos pela legislação brasileira, apresentando quantidades de iodo abaixo do limite mínimo.

O elemento é obrigatório na composição do sal de cozinha no Brasil, justamente por seu papel na prevenção de doenças da tireoide e problemas hormonais.

A própria fabricante, H.L. do Brasil Indústria e Comércio de Produtos Alimentícios Ltda., solicitou o recolhimento voluntário dos produtos após ser notificada sobre a irregularidade.

Irregularidade grave leva Anvisa a suspender venda de sal amplamente vendido no país (Foto: Reprodução)

Risco à saúde e importância do iodo

O iodo é um micronutriente essencial para o funcionamento adequado da tireoide, glândula responsável por regular o metabolismo e o crescimento.

A deficiência de iodo pode causar bócio, distúrbios hormonais, retardo cognitivo e até problemas no desenvolvimento fetal durante a gestação.

Por isso, desde 1953, a adição de iodo ao sal de cozinha é obrigatória no Brasil, uma medida de saúde pública que visa evitar epidemias de distúrbios endócrinos.

A Anvisa reforça que produtos com teor abaixo do permitido representam risco direto à saúde da população, especialmente entre gestantes e crianças.

Outros produtos também foram proibidos pela Anvisa

A mesma ação fiscal incluiu a proibição de outros dois produtos que estavam sendo comercializados de forma irregular no país.

O primeiro é o Azeite Extra Virgem Ouro Negro, cuja origem é desconhecida e que foi desclassificado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

O produto informava no rótulo que era importado pela Intralogística Distribuidora Concept Ltda., empresa que se encontra com o CNPJ suspenso na Receita Federal.

O segundo item é o “Chá do Milagre”, também vendido como “Pó do Milagre” ou “Pozinho do Milagre”, que era amplamente divulgado nas redes sociais com promessas falsas de emagrecimento, aumento da libido e prevenção de doenças. A composição e a origem do produto são desconhecidas, o que levou à sua proibição total.

Anvisa alerta para consumo consciente

Em comunicado oficial, a Anvisa reiterou que qualquer produto alimentício ou bebida que prometa efeitos terapêuticos é considerado irregular e potencialmente perigoso à saúde.

O órgão orienta os consumidores a verificarem sempre o registro do produto e o CNPJ da empresa antes da compra, especialmente quando se trata de itens divulgados em redes sociais ou marketplaces.

A suspensão do Sal do Himalaia Kinino e de outros produtos reforça a importância da vigilância sanitária no Brasil e da atenção do consumidor quanto à procedência dos alimentos que consome.

Ricardo Rosado de Holanda
Ricardo Rosado de Holanda


Descrição Jornalista