Saúde 24/08/2023 10:33
Saúde mental é priorizada por 85% das pessoas, aponta estudo
Foram 19 países analisados; em cada um deles, cerca de mil pessoas foram ouvidas.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a saúde é definida como um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não somente ausência de enfermidades”.
O “estar saudável” tem tomado amplitude e não abrange apenas estar bem com a parte física, mas sim como um todo, apesar de 75% dos estudos relacionados ao tema terem apontado que apenas a saúde física é sinônimo de bem-estar.
Diante do contexto, o McKinsey Health Institute (MHI) desenvolveu um estudo para identificar como a saúde é abordada em diferentes países, e quais pontos são levados em consideração pela população para definir o que é ser saudável.
Foram 19 países analisados; em cada um deles, cerca de mil pessoas foram ouvidas.
Os resultados apontaram para uma visão além da saúde física, mas sim dos quatro pontos que englobam o tema: física, mental, espiritual e social.
Os entrevistados veem o estar saudável de forma mais ampla de como é considerada nas regiões onde vivem, e que a ausência de doenças não é determinante para sentir total bem-estar. Em síntese, a vida plena pode ser aproveitada de diferentes maneiras.
Em contraponto, são opiniões e necessidades individuais que se distinguem de acordo com a região em que o entrevistado se encontra.
A exemplo disso, mais de 70% dos ouvidos consideram a saúde boa ou muito boa, de uma forma geral.
Mas esse percentual oscila de 30% no Japão e aproximadamente 90% na Nigéria. Aqueles que definem sua saúde como precária e muito precária somam 7%.
De acordo com o estudo do MHI, a saúde mental é a mais priorizada. Prova disso é que cerca de 85% dos entrevistados a avaliaram assim.
Já a física é vista como extremamente ou muito importante para 84% das pessoas.
Respectivamente em terceiro e quarto lugar, com 70% e 62% dos votos, estão a saúde social e espiritual.
No caso da saúde espiritual, foi notada a diferença na importância dela de acordo com o país. Naqueles em que a renda mediana é mais alta, ela é considerada mais importante em comparação aos lugares com renda mediana mais baixa.
Já com relação às idades, as escolhas dos mais jovens e dos mais velhos se assemelham. Ambos os públicos consideram saúde mental e física importantes, enquanto a social e a espiritual não foram apontadas com grande relevância.
Os números do estudo mostram que os níveis de saúde apresentam baixa diminuição com relação à idade. 70% dos ouvidos pela pesquisa com faixa etária entre 18 e 24 anos disseram ter, no geral, boa saúde ou muito boa.
A diferença foi de apenas 10% para o público que tem entre 75 e 84 anos, uma vez que 60% dos que responderam ao estudo confirmaram também estar com a saúde boa ou muito boa.
Porém, em 15 dos 19 países abordados, as pessoas com mais de 65 anos estão com a saúde mental boa ou muito boa, apresentando índices maiores do que aqueles que têm menos de 24 anos.
O mesmo cenário é visto sobre a saúde social, uma vez que os mais novos a consideram razoável.
Nascer em um país com grande expectativa de vida não foi considerado sinônimo de saúde para os ouvidos pelo estudo. Como exemplo disso, podemos usar o Japão, país onde a expectativa de vida ultrapassa os 80 anos.
Ao mesmo tempo, sua população foi a que fez uma mais baixa autoavaliação da saúde. O mesmo aconteceu com a Itália e a Austrália.
Ter uma rede de apoio é fundamental para diversas áreas da vida do ser humano. Na saúde, não seria diferente.
O estudo do MHI mostrou que os amigos e os familiares são os maiores apoiadores de uma vida plena.
Mais de 80% dos entrevistados apontaram que os grupos citados anteriormente são responsáveis por dar suporte em suas necessidades.
O percentual é maior que o dos sistemas públicos e privados, que ficam com 54% e 60%, respectivamente, de citações como apoios altos e muito altos.
O cenário aponta para a necessidade de um bom acolhimento no âmbito social para uma vida mais saudável.
O estudo mostra ainda que o apoio é fundamental para o “se sentir bem”.
Aqueles que recebem suporte dos amigos ou da família têm melhor avaliação da saúde se comparados com os que não contam com essa rede de auxílio. 76% dos entrevistados disseram ter alto grau de apoio e consideram a saúde como boa ou muito boa se comparados aos 39% que não têm disponível esse mesmo apoio.
Um menor apoio à saúde por parte do sistema público foi relatado por 49% das pessoas que declararam portar alguma doença, em contraponto dos 37% que não têm problemas de saúde declarados.
Os índices são maiores quando o problema relatado está relacionado à saúde mental, que sofrem com falta de amparo de familiares e amigos. 30% daqueles que não estão em boas condições de saúde mental relataram ter baixo grau de apoio dentro do núcleo familiar, ou nas amizades; a comparação foi feita com 10% daqueles que não declararam doença mental.
De modo geral, homens e mulheres recebem apoio à saúde de forma parecida. Porém, em países com renda mediana mais alta, eles recebem maior suporte dos sistemas público e privado em comparação com o apoio dado às mulheres.
No Reino Unido, por exemplo, a probabilidade de uma mulher receber um diagnóstico errado em caso de ataque cardíaco é 50% maior se comparada às chances de um homem passar pelo mesmo.
Elas ainda têm maior propensão a terem seus sintomas descritos como “emocionais” ou “psicossomáticos”, mesmo em caso de dor.
O estudo do MHI mostra que, atualmente, a saúde é vista além da boa condição física.
Essa amplitude aborda também o bom estado mental, social e espiritual.
Além disso, sugere que adotar essa abordagem mais abrangente pode ser fundamental para mudanças positivas para a melhoria da saúde em geral.
Porém, para chegar a um bom patamar de bem-estar exige uma nova postura da sociedade.
Deu em Consumidor Moderno
Descrição Jornalista
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