Indústria 08/11/2023 13:04
Roberto Serquiz recebe diretor industrial da Guararapes na Casa da Indústria
No encontro, com o objetivo de debater a defesa de interesse da indústria têxtil local, foram discutidos os formatos de taxação das empresas de confecção e vestuário e das plataformas de comércio eletrônico estrangeiras no Brasil.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN), Roberto Serquiz, recebeu o diretor industrial da Guararapes, Jairo Amorim, e o secretário-adjunto de Desenvolvimento Econômico do RN, Sílvio Tofrquato, na Casa da Indústria, na tarde dessa segunda-feira (6).
No encontro, com o objetivo de debater a defesa de interesse da indústria têxtil local, foram discutidos os formatos de taxação das empresas de confecção e vestuário e das plataformas de comércio eletrônico estrangeiras no Brasil.
Também participou da reunião, o diretor 1º secretário da FIERN, Heyder Dantas.
“A Guararapes financia mais de 100 oficinas de costura com o Pró-Sertão e gera, com isso, cerca de cinco mil empregos, além de empregar diretamente mais de 30 mil pessoas. Isso pode ser comprometido com uma concorrência desequilibrada frente às plataformas de comércio eletrônico estrangeiras”, afirmou Serquiz.
“A FIERN, na sua missão de representar e propiciar competitividade das empresas industriais do Rio Grande do Norte, tem o papel de defender as prioridades da indústria potiguar”, completou.

O diretor industrial da Guararapes defendeu que os modelos de taxação para as plataformas estrangeiras impedem a competitividade.
“A concorrência fica desleal. O valor final dos produtos nas plataformas não chega ao custo das empresas locais. Essa situação pode levar a uma escalada de desemprego e até queda na arrecadação”, destacou Jairo Amorim.
Ele ressalta que é preciso estabelecer prazos para um aumento de alíquota para as empresas estrangeiras. “Não queremos privilégios, mas igualdade frente às plataformas estrangeiras”, disse Jairo.
No último mês de agosto, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) publicou um levantamento sobre a tributação das importações de produtos de pequeno valor, que mostra uma concorrência desequilibrada e prejuízos à economia brasileira.
A publicação aponta que a redução da demanda por produtos nacionais, por conta das distorções causadas pela isenção tributária na importação de bens de pequeno valor, diminuiu o PIB brasileiro em 0,7% em 2022.
Além disso, o Brasil perdeu quase 500 mil empregos e aproximadamente R$ 21 bilhões em salários, também em 2022.

Deu no Portal da Fiern

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