Tribunal de Contas 08/01/2026 15:47
Relator no TCU recua e suspende inspeção no Banco Central sobre caso Master

O ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) Jhonatan de Jesus suspendeu, nesta quinta-feira (8), a inspeção in loco para apurar a conduta do Banco Central na liquidação do Banco Master.
A decisão é válida até posterior deliberação do plenário do órgão de contas.
“A dimensão pública assumida pelo caso, com contornos desproporcionais para providência instrutória corriqueira nesta Corte, recomenda que a controvérsia seja submetida ao crivo do plenário, instância natural para estabilizar institucionalmente a matéria”, disse o ministro em seu despacho.
Como a Folha de S.Paulo mostrou, Jhonatan sofreu pressão de ministros do TCU após tomar decisões que questionam a atuação do BC no processo de fiscalização e liquidação do Master.
O caso criou desconforto na corte, e integrantes do tribunal afirmam que o relator corria o risco de ficar isolado.
Ele foi instado a se manifestar publicamente afastando o risco de reversão da liquidação. A avaliação de seus pares é que a sua decisão de determinar uma inspeção in loco no BC em meio à uma investigação que questiona a conduta do banco no caso Master acabou colocando todo o TCU em exposição política.
No despacho, o ministro acolhe um pedido do Banco Central, chamado embargos de declaração, que afirmava haver “omissão e a suposta ausência de competência do TCU (ou, ao menos, do relator) para determinar inspeção nos moldes definidos”.
Jhonatan disse que não via omissão a ser suprida e que seu despacho determinando a inspeção “explicitou a finalidade instrutória da inspeção, a necessidade de acesso controlado a documentação essencial e a observância das cautelas legais de sigilo”.
“Eventual inconformismo quanto ao conteúdo decisório inclusive quanto à extensão do controle externo sobre o Banco Central não se confunde com vício sanável por embargos de declaração. Dito isso, registro que, em tese, os embargos poderiam ser rejeitados monocraticamente [de forma individual]”, disse, no despacho.
Apesar dessa manifestação, ele afirma em seguida que suspendeu a inspeção devido à dimensão pública do caso.
Nos bastidores, ministros e Jhonatan passaram então a articular uma “saída” para a crise, com o objetivo de “reduzir a pressão” sobre a Corte.
A decisão de acatar o pedido do BC e suspender a inspeção é o primeiro resultado desse movimento.
A avaliação de Jhonatan em conversa com outros ministros da corte é que uma eventual decisão de reverter a liquidação do Master só poderia ser tomada pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
Nesta quarta-feira (7), o presidente do TCU, Vital do Rêgo, disse à Folha de S.Paulo que um processo de “desliquidação” não caberia à instituição.
“Nós temos o dever de fiscalizar o processo de liquidação, mas quem liquida é o Banco Central”, disse o presidente da Corte.
Deu em Folha de São Paulo

Descrição Jornalista
Datena se irrita ao vivo com baixa audiência: “Ninguém ouvindo”
05/04/2026 06:34 261 visualizações
Governo informa funcionamento dos órgãos estaduais no período da Semana Santa
02/04/2026 04:09 227 visualizações
Sesc RN lança desconto de 20% para inscrições no Circuito Sesc de Corridas
01/04/2026 06:42 221 visualizações
Governo dos EUA expressa “séria preocupação” com censura no Brasil
02/04/2026 08:34 214 visualizações
Combo que liga STF a Vorcaro pressiona PGR a investigar ministros
02/04/2026 15:03 212 visualizações
Minervino Wanderley lança o livro “Quero Meu Mundo de Volta!”
02/04/2026 05:17 210 visualizações
Autor de biografia afirma que PT envelheceu e evita contrariar Lula
02/04/2026 07:27 204 visualizações
Litto Lins, ‘Lumi’ e ‘Lollapalizo’: veja agenda do fim de semana em Natal
02/04/2026 09:00 191 visualizações
Botafogo vence Mirassol, deixa Z4 e ameniza crise
02/04/2026 06:23 180 visualizações
Nikolas Ferreira rompe o silêncio e diz se vai ou não apoiar Flávio Bolsonaro
07/04/2026 12:41 173 visualizações