Já ficaram pelo caminho nesse grupo nomes como o do ex-juiz Sergio Moro (União Brasil) e o do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), além do próprio Doria.
A própria cúpula do MDB, no entanto, reconhece que a candidatura ainda precisa se mostrar competitiva em pesquisas de intenção de voto.
Simone Tebet nasceu em Três Lagoas, cidade do interior de Mato Grosso do Sul.
A veia política veio através de seu pai, Ramez Tebet (1936-2006), que foi governador de Mato Grosso do Sul, ministro e presidente do Senado.
Foi pelas mãos dele que ela disputou seus primeiros cargos públicos. Advogada e professora universitária, preferia manter a sua carreira e trabalhar nos bastidores das campanhas do pai, mas foi convencida a se lançar ao cargo de deputada estadual.
O fato mais marcante do início da sua trajetória, no entanto, aconteceu ainda na metade do seu primeiro mandato. Seu pai insistiu para que largasse a Assembleia Legislativa para se tornar prefeita da cidade natal do clã, na divisa com o estado de São Paulo e a cerca de 330 km da capital Campo Grande.
Argumentava que a família tinha alcançado postos importantes no estado e no país, mas vinha sofrendo sucessivas derrotas em Três Lagoas.
Simone Tebet foi eleita, mas conta que seu pai não compareceu à diplomação porque descobriu que o câncer que enfrentou por décadas havia voltado. O político morreu antes da metade do seu primeiro mandato.
Seu secretário de Finanças na prefeitura, Walmir Arantes, lembra que o expediente naqueles anos tinha um turno-extra, que se dava à noite na casa de Simone Tebet.
Simone Tebet tornou-se depois vice-governadora, elegeu-se em 2014 para o Senado, assumiu o comando da prestigiosa CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e chegou a disputar a presidência da Casa a primeira mulher na história.
Apesar da sua projeção, Tebet tem rusgas com alguns correligionários e não tem boa relação com o MDB de seu estado.
A senadora também bateu de frente com caciques do partido no Senado quando decidiu se lançar candidata à presidência da Casa em 2019, para enfrentar o correligionário Renan Calheiros (MDB-AL), mas retirou seu nome.
Disputou o cargo em 2021 e acabou abandonada pela maior parte da bancada emedebista e derrotada.
Depois ganhou destaque na CPI da Covid, ao arrancar informações de depoentes, investigar empresas e por enfrentar uma declaração machista do ministro Wagner Rosário (Controladoria Geral da União), que a chamou de descontrolada.


