FatorRRHFatorRRH — por Ricardo Rosado
PREFEITURA DO NATAL – IPTU – 0101 A 1001

Comportamento 10/01/2026 11:48

Praia tranquila ou bolso vazio: som alto pode custar até R$ 10 mil

Praia tranquila ou bolso vazio: som alto pode custar até R$ 10 mil

Banhos de sol ao som de música nas praias brasileiras ganharam limites mais rigorosos.

Prefeituras intensificam fiscalizações, aplicam multas e apreendem equipamentos, buscando reduzir a poluição sonora, evitar conflitos entre banhistas e proteger áreas turísticas e ambientais.

Durante o verão, os agentes reforçam a presença em pontos críticos e ajustam as penalidades conforme a reincidência e a gravidade da infração. Regras específicas proíbem o som nas areias em vários municípios, especialmente no litoral norte paulista, onde a fiscalização é mais rigorosa.

A medida combina prevenção, segurança e preservação ambiental, equilibrando lazer e respeito ao espaço público.

Multas e medidas para evitar som em praias

Em São Sebastião, São Paulo, os valores variam entre R$ 5 mil e R$ 10 mil, com acréscimos para festas não autorizadas. Outros municípios paulistas adotam sanções robustas, porém com nuances operacionais.

Ubatuba proíbe equipamentos de som em todas as praias e combina multa de até R$ 5 mil com apreensão. Já Ilhabela fixa um teto de R$ 3 mil e pode retirar o infrator, enquanto Caraguatatuba cobra em torno de R$ 2 mil, com recolhimento imediato. Veja as regras por cidade.

  • Praia Grande: a prefeitura proíbe caixas de som, aplica multa de R$ 629,94 e apreende após orientação.
  • Guarujá: fiscais orientam primeiro; em caso de reincidência, multam cerca de R$ 1 mil e apreendem.
  • Caraguatatuba: agentes cobram em torno de R$ 2 mil e recolhem imediatamente.
  • Itanhaém: o limite técnico fica em 80 decibéis. A multa é de R$ 2,4 mil e dobra se houver reincidência em até um ano.
  • Ilhabela: o teto chega a R$ 3 mil e as equipes podem retirar o infrator ou apreender o aparelho.
  • Ubatuba: o município proíbe o uso em todas as praias. A multa chega a R$ 5 mil com apreensão.
  • São Sebastião: os valores vão de R$ 5 mil a R$ 10 mil. Festas sem autorização e reincidência agravam.

Tendência vai além de São Paulo

Enquanto muitos turistas associam música alta à diversão, moradores e ambientalistas apontam prejuízos concretos. Há perturbação do sossego, crescimento de conflitos interpessoais e impactos à fauna, sobretudo em áreas de preservação.

Assim, cidades justificam a rigidez para proteger o convívio e, consequentemente, a reputação de destinos turísticos.

Para além de São Paulo, municípios de outros estados endurecem fiscalizações com apreensões e multas progressivas. O movimento ganha força nacional e mira espaços públicos sensíveis, especialmente as praias.

Desse modo, gestores buscam regras claras para equilibrar lazer e silêncio compartilhado.

Com a alta temporada em curso, os banhistas precisam checar as normas locais e, quando possível, optar por fones de ouvido. Além disso, a prudência com o volume e o respeito às orientações evitam desapontamentos, apreensões e prejuízos. Assim, a praia se mantém acolhedora para diferentes públicos.

Deu em Capitalist

Ricardo Rosado de Holanda
Ricardo Rosado de Holanda


Descrição Jornalista