Banhos de sol ao som de música nas praias brasileiras ganharam limites mais rigorosos.
Prefeituras intensificam fiscalizações, aplicam multas e apreendem equipamentos, buscando reduzir a poluição sonora, evitar conflitos entre banhistas e proteger áreas turísticas e ambientais.
Durante o verão, os agentes reforçam a presença em pontos críticos e ajustam as penalidades conforme a reincidência e a gravidade da infração. Regras específicas proíbem o som nas areias em vários municípios, especialmente no litoral norte paulista, onde a fiscalização é mais rigorosa.
A medida combina prevenção, segurança e preservação ambiental, equilibrando lazer e respeito ao espaço público.
Multas e medidas para evitar som em praias
Em São Sebastião, São Paulo, os valores variam entre R$ 5 mil e R$ 10 mil, com acréscimos para festas não autorizadas. Outros municípios paulistas adotam sanções robustas, porém com nuances operacionais.
Ubatuba proíbe equipamentos de som em todas as praias e combina multa de até R$ 5 mil com apreensão. Já Ilhabela fixa um teto de R$ 3 mil e pode retirar o infrator, enquanto Caraguatatuba cobra em torno de R$ 2 mil, com recolhimento imediato. Veja as regras por cidade.
- Praia Grande: a prefeitura proíbe caixas de som, aplica multa de R$ 629,94 e apreende após orientação.
- Guarujá: fiscais orientam primeiro; em caso de reincidência, multam cerca de R$ 1 mil e apreendem.
- Caraguatatuba: agentes cobram em torno de R$ 2 mil e recolhem imediatamente.
- Itanhaém: o limite técnico fica em 80 decibéis. A multa é de R$ 2,4 mil e dobra se houver reincidência em até um ano.
- Ilhabela: o teto chega a R$ 3 mil e as equipes podem retirar o infrator ou apreender o aparelho.
- Ubatuba: o município proíbe o uso em todas as praias. A multa chega a R$ 5 mil com apreensão.
- São Sebastião: os valores vão de R$ 5 mil a R$ 10 mil. Festas sem autorização e reincidência agravam.
Tendência vai além de São Paulo
Enquanto muitos turistas associam música alta à diversão, moradores e ambientalistas apontam prejuízos concretos. Há perturbação do sossego, crescimento de conflitos interpessoais e impactos à fauna, sobretudo em áreas de preservação.
Assim, cidades justificam a rigidez para proteger o convívio e, consequentemente, a reputação de destinos turísticos.
Para além de São Paulo, municípios de outros estados endurecem fiscalizações com apreensões e multas progressivas. O movimento ganha força nacional e mira espaços públicos sensíveis, especialmente as praias.
Desse modo, gestores buscam regras claras para equilibrar lazer e silêncio compartilhado.
Com a alta temporada em curso, os banhistas precisam checar as normas locais e, quando possível, optar por fones de ouvido. Além disso, a prudência com o volume e o respeito às orientações evitam desapontamentos, apreensões e prejuízos. Assim, a praia se mantém acolhedora para diferentes públicos.
Deu em Capitalist


