Polo Potiguar deve receber R$ 7,3 bi, diz jornal - Fatorrrh - Ricardo Rosado de Holanda
FatorRRHFatorRRH — por Ricardo Rosado

Petróleo 18/03/2022 09:02

Polo Potiguar deve receber R$ 7,3 bi, diz jornal

O anúncio foi feito pelo CEO  da empresa,  Ricardo Savini, durante a Audiência Pública "Os impactos na Economia Potiguar com a venda dos ativos da Petrobras", que aconteceu na Assembleia Legislativa do RN (ALRN) nessa quinta-feira (17). 

Polo Potiguar deve receber R$ 7,3 bi, diz jornal
Com os investimentos, a 3R Petroleum espera retomar níveis antigos de produção de barris de petróleo, que hoje representam metade do que eram antes do programa de desinvestimento da Petrobras.
O anúncio foi feito pelo CEO  da empresa,  Ricardo Savini, durante a Audiência Pública “Os impactos na Economia Potiguar com a venda dos ativos da Petrobras”, que aconteceu na Assembleia Legislativa do RN (ALRN) nessa quinta-feira (17).
De acordo com o CEO da empresa, os níveis antigos de produção do Polo Potiguar, que chegaram a atingir patamares em torno de 37 mil, podem passar a 50 mil barris por dia. O objetivo é retomar essa produção em pouco tempo.
 “De 2009 a 2016, a produção ficou bastante estática nesses campos. A partir de 2015 e 2016, houve um grande declínio e hoje esse polo produz 20 mil barris. Nosso target [objetivo] é  rapidamente retomar, nesse polo, a produção de 50 mil barris por dia”, afirmou.
Os investimentos, de R$ 7,3 bilhões, segundo Savini, serão em termos de CAPEX (revitalização de poços, que inclui a execução de workovers – quando se entra com uma sonda em um poço existente para abrir um reservatório novo).
Além disso, novos poços serão perfurados, bem como haverá construção e ampliação de novas instalações de superfície.
“Mas nós vamos ativar diversas sondas de perfuração para reabilitação de poços existentes e isso vai gerar milhares de novos empregos.  Até o segundo semestre [deste ano], teremos um cálculo”, explica Savini.
A 3R Petroleum tem investimentos no Rio Grande do Norte desde 2018, quando a empresa se preparou para assumir os ativos da Petrobras a partir do anúncio dos desinvestimentos da estatal na bacia potiguar, em 2016. A expectativa é que a transferência em definitivo ocorra até o fim do primeiro trimestre de 2023, com a 3R assumindo a operação integral do polo.
“O polo também tem toda a rede de dutos, gasodutos, oleodutos, tem os ativos em Guamaré, que nos dá uma independência e uma flexibilidade muito grande operacional. Tem unidade de processamento de gás natural,  tanques, são quase 2 milhões de barris de capacidade de tancagem, um terminal de exportação, importação de óleo. Há, ainda, as plantas de separação de óleo e água”, completa Ricardo Sivani em seguida.
O CEO destacou sobre  a produção de gás no Estado e explicou de que forma a 3R pretende atuar nessa área. Segundo ele, a empresa já é uma grande produtora de gás no RN, com a produção operada no Polo Macau.
Ricardo Sivani destaca que, a exemplo da Petrobras, a 3R também deverá se tornar uma grande consumidora de gás no Rio Grande do Norte.
“Hoje o maior consumidor de gás é a Petrobras [no Polo Potiguar], porque há necessidade do combustível para gerar vapor,  que é a fonte térmica necessária pra aumentar a produção dos campos de óleo pesado e viscoso de Estreito e Alto do Rodrigues”. explica.
Emprego
O coordenador do Sindicato dos Petroleiros do RN, Ivis Corsino, presente à audiência, demonstrou preocupação a geração de empregos no Polo Potiguar.  “Tivemos redução de postos de trabalho, cerca de 12 mil ou 13 mil empregos diretos. E temos outros impactos, como o preço dos derivados. São impactos que a gente acredita que vão se agravar”, aponta Corsino.
 No momento, a 3R está em transição operacional com a Petrobras e, por isso, o momento é de planejamento. Mas a estimativa, de acordo com Ricardo Savini, é contabilizar algo em torno de 4 mil a 5 mil empregos diretos e indiretos nos próximos anos. Parte dessas oportunidades, frisa, já existem.
A empresa aguarda, ainda, a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE). Para Sivani, contudo, o cenário é animador. “No meu entender, é o maior polo  que a Petrobras colocou no programa de desinvestimentos em terra. São vinte e duas concessões,  quatro milhões de barris de volume de óleo no reservatório e inclui, ainda, o maior campo de terra do Brasil, que é o campo de Canto do Amaro. Temos muito orgulho de ter esse campo no nosso portfólio”, destaca.
Deu na Tribuna do Norte

Ricardo Rosado de Holanda
Ricardo Rosado de Holanda


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