PGR se posiciona contra pedido de Moraes para investigar Mendonça no STF - Fatorrrh - Ricardo Rosado de Holanda
FatorRRHFatorRRH — por Ricardo Rosado

Ministério Público 20/10/2026 08:00

PGR se posiciona contra pedido de Moraes para investigar Mendonça no STF

PGR se posiciona contra pedido de Moraes para investigar Mendonça no STF

Para a Procuradoria, relatórios de inteligência da Polícia Federal não têm valor probatório e não poderiam fundamentar a apuração; manifestação foi enviada em sigilo a Fachin

A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se contra o pedido do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes para investigar o ministro André Mendonça. O pedido trata de supostas irregularidades na condução do caso Master e dos ilegais do INSS.

Segundo a PGR, os relatórios de inteligência da Polícia Federal usados por Moraes não têm valor probatório. Por isso, não poderiam fundamentar a apuração. A manifestação foi encaminhada em sigilo ao presidente do STF, Edson Fachin, no último dia 17. A informação foi revelada pela TV Globo e confirmada na segunda-feira (19).

Como o caso começou

A disputa teve início depois que Mendonça retirou o sigilo de mensagens enviadas por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, a Moraes, no início de setembro.

Em resposta, Moraes usou relatórios de inteligência internos da PF para acusar o colega de Corte de suposto “abuso de autoridade, com quebra da imparcialidade judicial e favorecimento a determinados grupos políticos”.

Fachin assumiu o caso e pediu à PGR uma manifestação sobre os relatórios.

O que disse a PGR

O procurador-geral da República, , não viu indícios de irregularidades que justifiquem uma investigação de Mendonça. Ponderou, porém, que a decisão final sobre uma eventual apuração cabe ao plenário da Corte.

A PGR também apontou que eventuais crimes de responsabilidade devem ser analisados pelo Senado.

Relatórios da PF trazem alerta sobre limites

Os relatórios citados por Moraes trazem, grafado em alta e de forma repetida nos cabeçalhos, o carimbo de que são documentos “sem valor probatório”. O alerta consta na abertura de todas as peças de análise da PF que compõem o material enviado ao STF.

Os documentos, que não são assinados, destinavam-se a avaliar os riscos e cenários operacionais decorrentes da atuação de Mendonça como supervisor judicial das Operações Sem Desconto e Compliance Zero.

Deu em ContraFatos

Ricardo Rosado de Holanda
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