PF diz que pode ouvir Vorcaro se ele tiver ‘crise de consciência’ e trouxer fatos novos - Fatorrrh - Ricardo Rosado de Holanda
FatorRRHFatorRRH — por Ricardo Rosado

Corrupção 04/07/2026 07:39

PF diz que pode ouvir Vorcaro se ele tiver ‘crise de consciência’ e trouxer fatos novos

PF diz que pode ouvir Vorcaro se ele tiver ‘crise de consciência’ e trouxer fatos novos

Após rejeitar duas vezes as propostas de delação premiada apresentadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, a Polícia Federal admite que ainda pode ouvir o dono do extinto Banco Master caso ele tenha uma “crise de consciência” e decida apresentar informações novas e relevantes para o avanço das investigações.

Segundo o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, Vorcaro pode voltar a procurar a corporação caso decida revelar fatos inéditos e apresente elementos capazes de abrir novos caminhos para a obtenção de provas.

“Se o cara — e aí não falo só do caso concreto [do Vorcaro], mas de qualquer investigado — tem uma crise de consciência [e fala]: ‘Beleza, agora acordei, e acabou. Vou lá, vou falar tudo que eu sei que eu preciso falar’. Maravilha. Venha. Siga o rito legal e traga os elementos suficientes para que as coisas avancem”, afirmou Rodrigues.

Segundo o diretor-geral da PF, as ofertas de Vorcaro que foram rejeitadas não despertaram interesse técnico porque grande parte das informações apresentadas já era conhecida pela corporação ou já estava comprovada por elementos reunidos durante a investigação

Rodrigues afirmou que uma delação não depende da “boa vontade” da polícia. Segundo ele, a colaboração premiada é um direito do investigado, mas só pode ser validada quando atende aos requisitos previstos em lei.

Integridade das provas

Ainda sobre o caso Master, o diretor-geral da PF destacou que há uma “grande preocupação” em relação à integridade e à preservação dos dados coletados para evitar qualquer questionamento que possa levar a uma anulação parcial ou total da investigação.

Segundo ele, para proteger a integridade do material, que é acessado por advogados, Ministério Público e Judiciário, a PF tem adotado uma postura rigorosa no controle interno.

“Essa é uma grande preocupação — não só nessa operação, de todas as operações, mais ainda quando tem essa sensibilidade —, que é a questão da custódia de provas, que é a questão de preservação dos dados que nós coletamos”, comentou. “Nós temos essa cautela, essa preservação e atuamos rigorosamente”, acrescentou Rodrigues.

Ricardo Rosado de Holanda
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