Arqueologia 29/03/2026 18:32
Pesquisadores italianos detectaram o que parece ser uma segunda Esfinge enterrada sob as areias do Egito e varreduras por satélite revelam uma megaestrutura subterrânea gigantesca escondida embaixo do Planalto de Gizé há mais de 3.000 anos

Pesquisadores italianos acreditam ter detectado uma segunda Esfinge enterrada sob as areias do Planalto de Gizé, no Egito. Filippo Biondi, que lidera a equipe, revelou a descoberta afirmando que varreduras por satélite identificaram uma estrutura sob um monte de areia endurecida de 33 metros de altura que apresenta características surpreendentemente semelhantes às da Grande Esfinge original.
A localização da segunda Esfinge foi identificada traçando linhas geométricas a partir das pirâmides, e o ponto espelhado coincide exatamente com o local onde as varreduras detectaram a estrutura soterrada.
Segundo o Daily Mail, a possível segunda Esfinge não é a única descoberta. As mesmas varreduras sugerem a existência de algo ainda maior sob o Planalto de Gizé: uma megaestrutura subterrânea com poços verticais, câmaras e passagens horizontais que se estendem por debaixo de toda a área.
Biondi declarou que bem embaixo do Planalto de Gizé existe algo gigantesco que sua equipe está medindo, e que as evidências apontam para um extenso complexo subterrâneo oculto há mais de 3.000 anos.

A ideia de uma segunda Esfinge não surgiu do nada. Entre as patas da Grande Esfinge existe um monumento de pedra chamado Estela dos Sonhos, erguido pelo faraó Tutmés IV por volta de 1401 a.C.
A estela mostra duas figuras de esfinges, não uma, o que levou pesquisadores a sugerirem que o lendário monumento pode ter tido uma gêmea desde o início. Durante séculos, a imagem foi interpretada como representação simbólica. A equipe de Biondi acredita que ela pode ser literal.
A teoria de uma segunda Esfinge já havia sido levantada há mais de uma década pelo egiptólogo Bassam El Shammaa, que citou registros e mitologia do Egito antigo descrevendo um raio atingindo uma das esfinges, possivelmente referindo-se a um segundo monumento que teria sido destruído ou enterrado.
O ex-ministro de Antiguidades do Egito, Zahi Hawass, rejeitou a teoria em 2017, afirmando que a área já havia sido escavada por muitos arqueólogos sem que nada fosse encontrado. Mas Biondi argumenta que ninguém havia usado radar por satélite para olhar abaixo da superfície com a resolução que sua equipe agora possui.

A tecnologia usada pela equipe de Biondi é um radar por satélite capaz de detectar vibrações sutis do solo e mapear o que está abaixo da superfície sem precisar escavar.
As varreduras identificaram um monte de areia endurecida de aproximadamente 33 metros de altura no Planalto de Gizé que, segundo Biondi, é composto de areia solidificada em vez de rocha natural, o que significa que algo pode estar soterrado por baixo.
A localização da segunda Esfinge foi determinada por geometria. A equipe traçou uma linha do centro da Pirâmide de Quéfren até a Grande Esfinge existente, criando uma linha de referência.
Quando essa mesma linha foi espelhada a partir do centro da Grande Pirâmide, apontou para o lado oposto do planalto, exatamente onde o monte de areia endurecida está localizado.
Biondi afirmou que encontraram uma correlação geométrica de 100% nessa simetria e que a equipe tem cerca de 80% de confiança de que a segunda Esfinge está ali.
As varreduras não mostraram apenas o contorno de uma possível segunda Esfinge. Elas revelaram estruturas internas que se assemelham ao que já foi documentado sob a Esfinge original.
Análises preliminares mostram poços verticais e passagens horizontais surpreendentemente semelhantes aos já encontrados sob a Grande Esfinge, com densas linhas verticais que representam as paredes sólidas de câmaras subterrâneas.
Biondi descreveu o que encontrou como uma simetria incrível entre a primeira e a segunda estrutura. As varreduras capturaram os canais sob a Esfinge original e os canais sob a hipotética segunda Esfinge, e as semelhanças estão se tornando cada vez mais difíceis de ignorar.
As imagens preliminares mostram não apenas poços verticais, mas também túneis horizontais que se ramificam de seções mais profundas, espelhando rotas já identificadas sob a primeira Esfinge.
Além da possível segunda Esfinge, as varreduras de Biondi sugerem a existência de algo muito maior escondido sob o Planalto de Gizé.
O pesquisador declarou que sua equipe está medindo algo gigantesco embaixo do planalto e usou a expressão megaestrutura subterrânea para descrever o que os dados indicam.
Se confirmada, essa estrutura seria um extenso complexo subterrâneo oculto sob o local mais famoso da arqueologia mundial, desconhecido por mais de 3.000 anos.
A equipe já identificou dois ou três poços na área entre a Esfinge original e a Pirâmide de Quéfren, incluindo um particularmente grande que parece estar bloqueado por detritos. Biondi acredita que remover esses bloqueios pode ser a chave para acessar a rede subterrânea maior.
Os pesquisadores já prepararam uma proposta de projeto para submeter às autoridades egípcias, indicando locais específicos onde poços são visíveis e onde o acesso seguro às estruturas subterrâneas seria possível.
Biondi é claro sobre as limitações: radar por satélite pode detectar anomalias no subsolo, mas não pode confirmar com certeza absoluta o que é uma segunda Esfinge e o que é formação geológica natural.
O próprio pesquisador declarou que é preciso ir ao local com geólogos e estudar cuidadosamente o monte antes de tirar conclusões definitivas.
A equipe ainda está comparando elevações entre a Esfinge conhecida e o monte onde a segunda Esfinge supostamente se encontra, medindo distâncias em relação à superfície do planalto e analisando a composição do solo.
A permissão das autoridades egípcias para trabalho de campo é o próximo passo, e sem ela, a segunda Esfinge continuará sendo uma hipótese extraordinariamente bem fundamentada, mas ainda não comprovada.
A comunidade arqueológica acompanha com interesse e ceticismo, como faz diante de qualquer afirmação que desafie décadas de pesquisa no local mais estudado do Egito.
Uma segunda Esfinge enterrada sob um monte de areia, poços e câmaras subterrâneas que espelham a estrutura original e uma megaestrutura gigantesca sob o Planalto de Gizé.
Se as varreduras de Biondi estiverem corretas, o local mais famoso da arqueologia mundial esconde debaixo da areia tanto ou mais do que mostra na superfície.
A Estela dos Sonhos, com suas duas esfinges esculpidas há 3.000 anos, pode ter sido não um símbolo, mas um mapa que ninguém soube ler até agora.
Você acha que existe mesmo uma segunda Esfinge enterrada no Egito? Ou os pesquisadores estão vendo padrões onde só há areia? O que mudaria na história se uma megaestrutura subterrânea for confirmada sob Gizé? Deixe nos comentários e compartilhe este artigo com quem se fascina pelo Egito antigo.

Descrição Jornalista
02/03/2026 06:21 286 visualizações
Trump: centenas de alvos foram atingidos no Irã e comando militar “se foi”
02/03/2026 04:40 257 visualizações
Atenção, usuários do Pix: novas regras já valem e afetam seu dinheiro
02/03/2026 08:16 254 visualizações
Ataques ao Irã: entenda como ocorre o efeito em cadeia da elevação do preço do petróleo
03/03/2026 08:01 246 visualizações
MDB confirma mais três lideranças na disputa por vagas na Assembleia
03/03/2026 05:31 231 visualizações
Lulinha admite a interlocutores que teve voo e hotel pagos pelo Careca do INSS em viagem a Portugal
02/03/2026 11:26 228 visualizações
André Mendonça é o único que pode pedir sigilos de firma de Toffoli
02/03/2026 09:42 224 visualizações
Geladeira em miniatura viraliza e revela nova moda entre adultos
03/03/2026 18:39 201 visualizações
Inmet coloca 63 cidades em alerta vermelho de chuvas; há avisos para todo o RN
03/03/2026 07:56 196 visualizações
STF já admite em conversas reservadas que haverá impeachment em 2027
02/03/2026 13:55 177 visualizações