Saúde 07/08/2025 08:18
Para maiores de 50: quais suplementos tomar para evitar o cansaço e a perda de massa muscular
Eles parecem ser os grandes salvadores após os 50 anos, prometendo melhorar a pele, os cabelos, as unhas, o sono, a fadiga, controlar a pressão arterial, a glicose, a saúde cardiovascular e o sistema imunológico.
Existem vários tipos de suplementos nutricionais, que vão desde minerais, vitaminas, proteínas e aminoácidos, mas os mais populares são os que contêm colágeno, magnésio e potássio, que ganharam adeptos, muitas vezes influenciados pelas redes sociais.
No entanto, além das promessas gerais, o fundamental é saber para quem são e como e quando usá-los. Algo a ter em mente é que não existem generalidades, portanto, uma avaliação individualizada por um profissional sempre será necessária.
Segundo Daniela Bertelotti, nutricionista do Hospital Universitário Austral (MN 90819), a partir dos 50 anos, é comum notar perda de massa muscular, queda no desempenho físico e uma sensação de fadiga que não existia antes.
— Esses são sinais do corpo que indicam que algo precisa mudar. O ideal, e o que sempre recomendo no meu consultório, é incorporar musculação, atividade aeróbica e ajustar a alimentação. Diante dessas mudanças, o corpo precisa de adaptação, não de atalhos — alerta.
No entanto, ela reconhece que, como estamos com pressa e buscando soluções rápidas, os suplementos de colágeno, magnésio e potássio estão ganhando cada vez mais adeptos. Será que funcionam?
— Às vezes funcionam, em casos de distúrbios de má absorção, dietas muito restritivas ou necessidades especiais, como atletas. Mas não são para todos — explica.
Antes de tomar suplementos, ela recomenda uma avaliação clínica, endocrinológica e nutricional. Só então você poderá decidir se esses requisitos precisam ser atendidos com uma dieta saudável ou se a suplementação vale a pena, e em que dosagem.
— O marketing vende promessas, mas a verdadeira saúde reside no movimento, na consistência e em decisões informadas. A saúde não se dá na colher; ela se constrói com comida de verdade e consistência no movimento — aponta.
Bertelotti admite que, embora pareçam uma solução universal, não funcionam de forma automática ou direcionada.
— O problema é que o marketing os apresenta como indispensáveis para quem tem mais de 40 ou 50 anos. Suplementos podem ser úteis, sim, mas não substituem hábitos nem regeneram magicamente o que o tempo transforma — esclarece.
Após os 50 anos, colágeno, magnésio e potássio estão entre os suplementos mais comumente incorporados. Sobre as características do colágeno e sua função no organismo, Mónica Cristina, nutricionista do Serviço Médico Clínico do Hospital Italiano, explica que ele é a proteína estrutural mais abundante no corpo humano.
É encontrado em diversos tecidos, como pele, ossos, tendões, cartilagens, ligamentos, vasos sanguíneos, córnea e tecido muscular.
Segundo ela, o colágeno desempenha um papel essencial porque fornece suporte, elasticidade e resistência mecânica, permitindo que nosso corpo mantenha sua estrutura e funcionalidade ao longo do tempo.
Ela esclarece que, embora o corpo os produza naturalmente, vários fatores podem afetar negativamente sua produção e qualidade, um dos quais é o envelhecimento natural.
— Com o passar dos anos, sua síntese diminui, o que contribui para a deterioração da pele, ossos e articulações. Outros fatores, como exposição prolongada ao sol, tabagismo, consumo excessivo de álcool, sedentarismo, estresse crônico e falta de sono, também comprometem a integridade do tecido conjuntivo — acrescenta.
Bertelotti concorda que a produção natural de colágeno diminui com a idade, o que gera interesse na suplementação. No entanto, ele esclarece que o colágeno ingerido não é depositado diretamente na pele ou nos joelhos, mas sim decomposto em aminoácidos que o corpo utiliza de acordo com suas prioridades metabólicas.
— Ou seja, sua ação não pode ser direcionada a uma área específica, embora alguns estudos sugiram que ele pode promover a síntese natural de colágeno sob certas condições — afirma.
Em relação ao magnésio, Cristina explica que se trata de um micronutriente fundamental para o bom funcionamento do organismo, pois participa de mais de 600 reações enzimáticas, incluindo contração muscular, transmissão nervosa, reparo do DNA, controle da pressão arterial, metabolismo da glicose e saúde óssea e cardiovascular.
A deficiência de magnésio pode ser decorrente de uma dieta pobre em alimentos naturais e rica em ultraprocessados, além de doenças digestivas que dificultam sua absorção, como doença celíaca ou inflamação intestinal crônica, diabetes, doença renal crônica ou uso prolongado de certos medicamentos, como diuréticos ou inibidores da bomba de prótons.
— A deficiência deste mineral pode ser notada por fadiga, cãibras musculares, dormência e, em casos mais graves, convulsões ou distúrbios do ritmo cardíaco — ressalta.
Ela detalha que a ingestão diária recomendada é de 420 mg para homens adultos e 320 mg para mulheres adultas. As principais fontes de magnésio são alimentos como vegetais de folhas verdes, nozes, sementes, grãos integrais, leguminosas, peixes e frutos do mar. Ela reconhece que uma dieta variada e equilibrada geralmente atende às necessidades diárias.
Embora o potássio seja um nutriente essencial que desempenha funções vitais, ele é encontrado em todos os tecidos e é essencial para o bom funcionamento das células.
Cristina destaca que suas principais funções incluem ajudar a manter o equilíbrio de fluidos dentro das células, ser essencial para o bom funcionamento dos músculos, incluindo o coração, participar da transmissão de impulsos nervosos, ajudar a regular o equilíbrio ácido-base do corpo, ajudar a manter a saúde óssea, reduzindo a perda de cálcio na urina, e prevenir a formação de cálculos renais.
Por outro lado, ela assegura que está presente em uma grande variedade de alimentos de origem vegetal e animal. Por exemplo, folhas verdes, alcachofras, batatas, batata-doce, abóbora, aspargos e brócolis, bananas, laranjas, melões, melancias, ameixas, kiwis, passas e maçãs.
Também está presente em leguminosas como lentilhas, grão-de-bico, feijões, ervilhas e soja, em grãos integrais e nozes (nozes, amêndoas e pistaches), e em carnes, laticínios e ovos.
Segundo a nutricionista, a necessidade diária recomendada de potássio é de 3.400 mg para homens adultos e 2.600 mg para mulheres, e sua deficiência pode ocorrer em situações como vômitos ou diarreias prolongadas, uso crônico de laxantes, certos diuréticos e algumas doenças renais ou das glândulas suprarrenais.
— Quando há deficiência de potássio, os sintomas podem incluir fadiga, fraqueza muscular, constipação e uma sensação geral de mal-estar. Em casos mais graves, pode levar à paralisia, dificuldade para respirar ou arritmias cardíacas com risco de morte — diz Cristina.
Profissionais médicos consultados pela LA NACION afirmam que suplementos só devem ser prescritos sob avaliação médica, considerando histórico médico, fatores de risco e exames laboratoriais. É importante incluí-los apenas dessa maneira.
Bertelotti enfatiza que os suplementos não devem ser escolhidos porque estão na moda, mas porque o corpo realmente precisa deles. Ele explica que o magnésio pode ser útil para pessoas com cólicas frequentes, fadiga inexplicável, insônia ou ansiedade leve. Também pode ser útil para pessoas com dietas pobres em vegetais ou grãos integrais, ou com alto nível de estresse físico ou mental.
Quanto ao colágeno, ele é considerado em casos de desgaste articular, doenças do tecido conjuntivo ou como suplemento em tratamentos dermatológicos.
— Mas cuidado, ele não se deposita magicamente na pele ou nas articulações; o corpo o decompõe e decide como usá-lo — alerta.
Embora o potássio seja essencial para a função muscular e cardíaca, o excesso de potássio pode ser perigoso, especialmente para pessoas com doença renal ou que tomam certos medicamentos.
Sobre os riscos do excesso, Cristina esclarece que, por exemplo, o magnésio pode causar hipermagnesemia, cujos sintomas incluem diarreia, sonolência, náuseas, vômitos, diminuição dos reflexos, hipotensão e distúrbios do sistema nervoso.
Também é importante evitar o excesso de potássio no organismo: em pessoas saudáveis, os rins regulam muito bem o excesso de potássio dos alimentos. Em pessoas com problemas renais ou que estejam tomando certos medicamentos anti-hipertensivos ou diuréticos, pode causar níveis elevados de potássio no sangue.
Isso pode levar a fraqueza, arritmias graves e complicações cardíacas. É melhor atender às suas necessidades por meio de uma dieta variada e equilibrada.
Em relação à suplementação de colágeno , tão popular nos últimos anos por seus benefícios estéticos, César Casávola, chefe do Serviço de Nutrição do Hospital Alemão, enfatiza que a síntese natural dessa proteína pelo corpo diminui com a idade.
— O colágeno presente nos suplementos é decomposto em aminoácidos quando absorvido. Muitos estudos foram realizados; no entanto, os efeitos do tratamento foram leves. Não há contraindicações específicas para sua ingestão; também pode ser usado em um ensaio terapêutico para um adulto idoso com dor articular, por um período de 12 semanas — diz.
Em relação ao aumento do uso de suplementos, Hugo Benítez, nutricionista da Ospedyc, acredita que isso se deve à mudança dos tempos: antes, a qualidade de vida, a expectativa de vida e a produtividade de pessoas com mais de 30 anos frequentemente diminuíam.
No entanto, a longevidade atual exige que prestemos mais atenção ao que consumimos, desde nossa dieta até suplementos vitamínicos e minerais. Para Bertelotti, a chave para os suplementos é a avaliação individual.
As mudanças que ocorrem no corpo da mulher nessa fase podem afetar a maneira como ela absorve e utiliza certos nutrientes. Segundo Luciana Paduano, nutricionista do Laboratório ENA, isso pode levar, por exemplo, a deficiências de vitamina D, cálcio, magnésio e zinco, o que traz consequências para a qualidade de vida.
A vitamina D e o cálcio são essenciais para a saúde óssea, que fica comprometida nessa fase pela diminuição do estrogênio, que reduz a densidade óssea. Baixos níveis de vitamina D ou cálcio aumentam o risco de osteoporose e fraturas. O magnésio e o zinco também ajudam a regular o sono, o humor, o metabolismo e o sistema imunológico.
A deficiência pode levar à fadiga, irritabilidade e distúrbios do sono, como insônia. Situação semelhante ocorre com as vitaminas do complexo B (B6, B9 e B12), que atuam no sistema nervoso e ajudam a aliviar sintomas como alterações de humor, irritabilidade e depressão.
Os antioxidantes presentes nas vitaminas A, C e E protegem o corpo do envelhecimento celular e de doenças crônicas e podem ajudar a aliviar os sintomas comuns da menopausa, como ondas de calor e alterações de humor.
Além disso, a especialista acredita que o estresse desempenha um papel importante na forma como o corpo regula e absorve vitaminas e minerais.
Ele também pode influenciar alterações associadas à menopausa, como irritabilidade, insônia, fadiga e falta de concentração. Uma maneira de equilibrar o estresse é praticar exercícios: a liberação de endorfinas e o aumento da energia ajudam o corpo a utilizar melhor os nutrientes, além de aliviar dores nas articulações e melhorar a qualidade do sono e o humor.
Paduano reconhece que a suplementação com colágeno, vitamina C, cálcio, magnésio, zinco e vitaminas do complexo B durante esse período pode ser útil, mas concorda que não é aconselhável usá-los sem consulta médica prévia.
— É importante consultar um médico antes de incorporar suplementos para garantir que eles sejam apropriados, seguros e eficazes — conclui.
Descrição Jornalista
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