Psicologia 24/11/2025 17:21
Os sinais que indicam que você é uma boa pessoa, segundo a psicologia

Ser uma boa pessoa vai além de fazer boas ações. Pelo menos é assim que a psicologia vê. Segundo a Enciclopédia de Humanidades, “uma boa pessoa é aquela que sempre quer o melhor para os outros e age de acordo”.
Além do mais, poderíamos definir ser uma boa pessoa como um conjunto de características inerentemente boas, estando a palavra bom diretamente relacionada à bondade, algo que, segundo a Psychology Today, está relacionado ao bem-estar. É algo que vem de nós, reflete em nossas ações, comportamentos e na forma como tratamos os outros.
Na verdade, existem sinais ou características que as pessoas boas compartilham e sobre as quais falaremos a seguir.
Segundo o psicólogo Alfred Alder, a empatia é uma daquelas qualidades excepcionais que irradiam seu poder em todas as direções, e pode capacitar tanto quem a vivencia quanto quem a recebe. “É como ver com os olhos de outra pessoa, ouvir com os ouvidos e sentir com o coração”, disse ele. E mesmo que pensemos que é se colocar no lugar do outro, é muito mais.
A psicóloga Iria Reguera explica que “empatia tem a ver com a capacidade que temos de compreender os sentimentos e as emoções das outras pessoas. Isso não significa que tenhamos que concordar com elas ou pensar da mesma forma”. É cultivável, praticável e aperfeiçoável.
A empatia é um sinal inequívoco de que alguém é uma boa pessoa, definitivamente. Ela nos permite estar em sintonia com as emoções que nos rodeiam. Assim, uma pessoa empática fica feliz pelas conquistas de outra pessoa e é compreensiva nos momentos difíceis. A empatia provoca uma reação genuína de bondade e compaixão, algo que qualquer pessoa “boa” realiza.
Na verdade, a Universidade de Psicologia de Stanford indica que essa compaixão “está presente em cada peça, em cada nuance e em cada batimento cardíaco das almas mais nobres”.
A sinceridade é uma característica comum nas pessoas boas. Isso não significa que todas as pessoas sinceras sejam boas pessoas. Há quem magoe conscientemente com as palavras, mas uma boa pessoa é sincera e, por ser empático, “sabe dizer as coisas e respeita muito as emoções dos outros”.
A psicóloga Buenaventura del Charco explicou ao programa Más de Uno Marbella, na rádio Onda Cero, que “o coração de uma pessoa boa pode ser percebido nas suas palavras e na forma como ela fala dos outros”. Quando uma pessoa boa tiver que falar com você, sempre fará da responsabilidade emocional o protagonista.
A confiança é outra característica das pessoas boas. Na verdade, você sempre pode confiar em uma boa pessoa porque ela é responsável e não brinca com os sentimentos de ninguém.
Alguém honesto é transparente em suas interações com os outros. Pessoas honestas valorizam a integridade e assumem a responsabilidade por suas ações.
Não mentem nem trapaceiam, e isso tem um impacto positivo em seu próprio bem-estar. De acordo com um estudo, aqueles que praticavam a honestidade exibiam níveis mais elevados de autocontrole e satisfação com a vida, além de serem mais propensos a ter um forte sistema de apoio social.
Ser uma boa pessoa não significa estar no mundo de Yupi. Uma pessoa boa sabe que os outros podem prejudicá-la, mas não pensa em vingança quando isso acontece. Jordi Isidro Molina, especialista em ansiedade e humor e diretor do Cedipte-Psicología, afirma que é importante tentar chegar a um ponto de equilíbrio entre ajudar os outros e a nós mesmos, conseguindo assim um bom equilíbrio emocional e social, sem que a nossa autoestima sofra.
Quem é uma boa pessoa sabe como atingir o equilíbrio e estabelecer limites, mas não retribui quando lhe fazem isso. Um pedido popular: não se aproveite da bondade dessa pessoa para fazer coisas ruins a ela, por favor.
Continuando nessa linha, o não julgamento é outro sinal importante de uma pessoa boa. Você tenta aceitar as pessoas como elas são, sem fazer julgamentos ou tirar conclusões precipitadas. O psicólogo Marshall Rosenberg afirmou que “Cada crítica, julgamento, diagnóstico e expressão de raiva é a expressão trágica de uma necessidade não atendida”.
Esta perspectiva nos ajuda a ver que o não julgamento não se trata apenas de suprimir pensamentos negativos, mas de tentar compreender e abordar necessidades e emoções subjacentes. Aposte mais na curiosidade e menos no julgamento.
Assim, quem é uma boa pessoa procura outras pessoas dispostas a aprender sobre suas experiências e perspectivas únicas, valorizando a diversidade do caráter humano e valorizando cada pessoa pelo que ela é.
O filósofo grego Teofrasto disse que “o tempo é a coisa mais valiosa que uma pessoa pode gastar”. Se alguém gasta o tempo dela com você, isso é um verdadeiro presente. Se você é alguém que está sempre disponível para ajudar os outros, disposto a dedicar seu tempo sem pedir nada em troca, você está provando ser uma boa pessoa.
Há duas décadas, os psicólogos criaram um termo chamado de tríade sombria da personalidade (Paulhus e Williams, 2002), para determinar personalidades com traços de narcisismo, maquiavelismo e psicopatia, e para investigar como elas se relacionam entre si em diferentes ambientes sociais. Scott Barry Kaufman, psicólogo da Universidade de Columbia, renomeou a antítese dessa tríade, que ele chamou de tríade luminosa, e que é composta por humanismo, kantianismo e fé na humanidade.
Essa humanidade é uma característica intrínseca de uma pessoa boa. Faz referência à crença na dignidade e no valor inerentes de outros seres humanos. William Fleeson, psicólogo da Wake Forest University, diz que “quanto mais você acredita que os outros são bons, menos você sente a necessidade de se proteger contra eles, menos você sente a necessidade de puni-los quando fazem coisas ruins”.
Quem é uma boa pessoa tende a pensar que os outros também são bons.
Além do fato que agradecer e ser grato pode deixar as pessoas com quem interagimos mais felizes, essa é uma característica muito comum nas pessoas boas. Segundo pesquisas, a gratidão se correlaciona positivamente com a empatia. Ou seja, ser grato pode nos ajudar a desenvolver e trabalhar a empatia.
O bom é que, segundo a Universidade de Harvard, agradecer pode aumentar a liberação de dopamina, um dos “hormônios da felicidade”, assim, além de sermos boas pessoas, seremos mais felizes.
Alguém coerente é uma pessoa cujos valores, crenças e comportamentos estão alinhados. Além de ser uma qualidade que as pessoas autênticas possuem, é algo de que as pessoas boas podem se orgulhar.
E não só isso, ser consistente também significa cumprir promessas e compromissos. Quando você diz que vai fazer alguma coisa, você faz. Você é confiável e as pessoas sabem que podem contar com você porque você mantém sua palavra.
Uma boa pessoa prioriza passar mais tempo com a família em vez de ter uma casa maior. É algo que devemos ensinar às crianças, a valorizar os relacionamentos acima das coisas, porque essa é a verdadeira chave para a felicidade. O psicanalista Erik Erikson disse que “a vida não tem sentido sem interdependência. Precisamos uns dos outros e quanto mais cedo soubemos disso, melhor para todos nós”.
O perdão é uma característica que pessoas genuinamente boas tendem a possuir. O que acontece é que as pessoas boas deixam para trás os erros do passado e não guardam rancor daqueles que as magoaram.
A palestrante motivacional Cherie Carter-Scott destaca o poder transformador do perdão: “A raiva torna você menor, enquanto o perdão força você a crescer além de quem você era”. Se você é alguém que consegue perdoar e seguir em frente sem guardar ressentimentos, é um forte indicador de que você é realmente uma boa pessoa.
Para a psicóloga María Esclapez, o perdão é o sinal de um relacionamento saudável. Na verdade, em seu livro “Eu me amo, eu te amo”, ela afirma que pedir perdão “sempre que a outra pessoa se sente chateada, independentemente de você considerar que ela tenha razão ou não” é um sintoma de empatia, e que “você entende que percebe as coisas de maneira diferente”.
Não estamos falando de dismorfia de produtividade, perfeccionismo extremo ou algo do gênero. Falamos de autoconhecimento, de ver nossos erros e que uma pessoa boa tenta não repeti-los. O que uma pessoa boa faz é trabalhar diariamente para se tornar uma pessoa melhor.
Michael R. Edelstein, Ph.D, disse ao Psychology Today que é importante ter como objetivo de vida o autoaperfeiçoamento constante.
Portanto, a primeira coisa a fazer é reconhecer que nenhuma pessoa é perfeita e que todos cometemos erros com os quais podemos aprender. “Reconheça que o aprendizado é um processo que dura a vida toda e tente inspirar os outros a trazer à tona a melhor versão de si mesmos”.
Deu em Minha Vida

Descrição Jornalista
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