FatorRRHFatorRRH — por Ricardo Rosado

Eleições 20/09/2018 09:48

O que aconteceu na eleição passada entre Dilma e Aécio

A mudança no comportamento do eleitor esteve presente em 2014, apesar de a disputa da época ter menos candidatos de peso e uma polarização mais clara.

A mudança no comportamento do eleitor esteve presente em 2014, apesar de a disputa da época ter menos candidatos de peso e uma polarização mais clara.

Há quatro anos, a candidata Marina Silva, então no PSB, seguia confortavelmente em direção ao segundo turno. Tinha 29% da preferência do eleitor na pesquisa do Ibope que saiu a campo entre 20 e 22 de setembro.

Inicialmente na vaga de vice, ela foi alçada à cabeça da chapa após a morte de Eduardo Campos, em 13 de agosto.

A candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT), apresentava 38%. Aécio Neves (PSDB) estava em terceiro lugar, bem abaixo de Marina, com 19% (Leia quadro).

No levantamento do Datafolha realizado próximo à data, os números eram próximos: Dilma tinha 37%; Marina, 30%; e Aécio, 17%.

Aécio subiu progressivamente nos levantamentos seguintes. Só apareceu à frente de Marina na véspera do pleito, mas com apenas entre dois a três pontos percentuais à frente dela, dependendo da pesquisa.

Nas urnas, ficou com mais de 12 pontos de vantagem. É verdade que a queda de Marina havia se configurado alguns dias antes. Ela chegou a empatar com Dilma na virada de agosto para setembro. A partir de então, caiu progressivamente. Aécio conquistou esses eleitores, mas não de imediato.

Para Calmon, do Ipol/UnB, nem mesmo os votos consolidados são garantia de que a pessoa ficará com o candidato até a urna.

A pergunta feita pelos institutos é se a pessoa tem certeza da escolha ou se pode alterá-la. “O problema é que isso é subjetivo. O eleitor tem aquela opinião de acordo com as informações de que dispõe, mas isso pode mudar”, assinala.

Os votos consolidados são mais fortes nos casos de Jair Bolsonaro (PSL), com 75% entre os que o apoiam, e Fernando Haddad (PT), com 72%. Ciro Gomes (PSB) tem 45%; Alckmin, 39%; e Marina, 38%.

Deu no Correio Braziliense

Ricardo Rosado de Holanda
Ricardo Rosado de Holanda


Descrição Jornalista