Saúde 26/09/2025 17:58
Nova diretriz da SBC endurece metas de colesterol e cria categoria de risco extremo

A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) apresentou nesta quarta-feira (24) a Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose – 2025, que substitui a versão anterior, de 2017.
O documento estabelece metas mais rígidas para o controle do colesterol e introduz, pela primeira vez, a categoria de risco extremo, destinada a pacientes que já enfrentaram múltiplos eventos cardiovasculares.
A principal mudança recai sobre os níveis do LDL, conhecido como “colesterol ruim”. As novas metas são:
A atualização ocorre poucos dias após a redefinição dos parâmetros da pressão arterial, que classificou como “pré-hipertensão” o valor de 12 por 8, reforçando a ênfase em prevenção precoce.
O colesterol desempenha funções vitais no organismo, como a produção de hormônios, vitamina D e ácidos biliares. No entanto, quando elevado, é um dos principais responsáveis pelo desenvolvimento da aterosclerose – acúmulo de gordura nas artérias que pode resultar em infarto e AVC.
Os especialistas da SBC destacam que não existe um valor único de colesterol ideal para todos os pacientes. Para personalizar o tratamento, a nova diretriz recomenda o uso de cálculos mais completos, como o escore Prevent, da American Heart Association.
Esse modelo leva em conta idade, sexo, pressão arterial, função renal, IMC e histórico clínico, fornecendo uma estimativa de risco para eventos cardiovasculares em 10 anos.
O documento também recomenda que todos os adultos façam ao menos uma vez na vida a dosagem da lipoproteína(a) [Lp(a)], associada ao risco elevado de eventos cardíacos e cerebrovasculares. Níveis acima de 125 nmol/L ou 50 mg/dL indicam aumento significativo do risco.
Apesar da relevância, o exame ainda não está disponível no SUS e sua cobertura nos planos de saúde é limitada.
Para pacientes classificados como alto, muito alto ou em risco extremo, a diretriz sugere terapia combinada, que pode incluir estatinas, ezetimiba e, em casos persistentes, inibidores de PCSK9.
Mesmo com o avanço dos medicamentos, o texto ressalta a importância das medidas não farmacológicas: alimentação balanceada, atividade física regular, abandono do cigarro, controle de peso e consumo moderado de álcool seguem como estratégias fundamentais de prevenção.

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