FatorRRHFatorRRH — por Ricardo Rosado

Construção Civil 21/12/2025 18:40

Nova casa modular de dois andares por 80 mil reais chega ao Brasil, fica pronta em até 90 dias, gasta menos material, promete economia de até 35% e ainda pode vir pronta para energia solar

Nova casa modular de dois andares por 80 mil reais chega ao Brasil, fica pronta em até 90 dias, gasta menos material, promete economia de até 35% e ainda pode vir pronta para energia solar

Neste ano de 2025, em meio ao esforço da construção civil para reduzir custos, atrasos e desperdícios, a casa modular de dois andares por cerca de 80 mil reais começa a ganhar espaço como alternativa real à obra convencional no Brasil.

Com produção seriada em fábrica e montagem enxuta no terreno, esse modelo busca dar mais previsibilidade ao bolso de quem sonha com a casa própria.

Empresas como Tecverde e ZenHouse já oferecem projetos com entrega em até 90 dias, economia que pode chegar a 35 por cento em relação à construção tradicional e opção de sair de fábrica preparada para receber sistemas de energia solar, o que reforça o apelo de planejamento financeiro, eficiência energética e menor impacto ambiental para os próximos anos.

Produção industrial e obra enxuta

O ponto central da casa modular é a forma de produção. Em vez de levantar tudo no canteiro, boa parte da estrutura é fabricada em ambiente industrial, em linha de montagem.

Isso reduz improvisos na obra, padroniza processos e permite controlar melhor a qualidade de cada etapa, do corte das peças à montagem final.

Quando os módulos chegam ao terreno, a montagem costuma ser bem mais rápida do que na alvenaria tradicional.

As equipes já sabem exatamente onde cada painel, parede e estrutura metálica ou de madeira será encaixado.

Com menos tempo de profissionais no local, diminui também o vai e vem de materiais, o barulho e o transtorno para vizinhos.

Tecnologias como light wood frame e light steel frame

Para viabilizar esse modelo, as construtoras apostam em tecnologias como light wood frame e light steel frame, que usam estruturas leves de madeira ou aço, revestidas com painéis próprios para vedação e acabamento.

Essas técnicas reduzem o consumo de recursos naturais e aceleram a execução da casa modular, já que praticamente tudo é pré-dimensionado e cortado na fábrica.

Além da velocidade, esses sistemas ajudam a reduzir resíduos. Como o projeto é pensado de forma industrial, a compra de materiais é feita em escala e com mais precisão, evitando sobras de tijolos, cimento e outros insumos que costumam ir para o entulho nas obras tradicionais.

Economia de até 35 por cento e menos desperdício

O apelo financeiro está entre os principais argumentos de quem defende a casa modular.

Em comparação com construções convencionais, a economia pode chegar a 35 por cento, principalmente pela redução do tempo de obra e pela compra otimizada de materiais.

Menos dias de trabalho significam menos custos com mão de obra, equipamentos e deslocamentos.

Outro ponto relevante é a redução de gastos indiretos. Para quem mora de aluguel enquanto constrói, cada mês a menos de obra representa alívio no orçamento.

Ao encurtar o calendário da construção para até 90 dias, esse modelo permite antecipar a mudança para o imóvel novo e cortar despesas que pesam no fim do mês.

Foco em sustentabilidade e energia solar

A proposta das casas modulares também mira um público mais atento à pegada ambiental da moradia. A produção em ambiente controlado gera menos resíduos e facilita a destinação correta de sobras, o que diminui o impacto no entorno.

A própria lógica do sistema busca consumir menos recursos, gerar menos lixo e garantir melhor desempenho térmico ao longo do tempo.

Muitos projetos já saem de fábrica preparados para receber placas e inversores de energia solar, com infraestrutura elétrica desenhada para essa futura instalação.

Isso permite que o comprador invista primeiro na casa modular e, em um segundo momento, complete o pacote com o sistema fotovoltaico, reduzindo a conta de luz e reforçando a ideia de moradia mais sustentável.

Personalização sem perder a rapidez

Embora trabalhem com um certo nível de padronização, as empresas do setor oferecem possibilidades de personalização.

É possível ajustar planta, revestimentos internos, cores de fachada e até prever ampliações futuras, sem perder a lógica industrial que garante prazos curtos.

A ideia é combinar a flexibilidade de um projeto sob medida com a disciplina de uma linha de montagem.

Na prática, isso significa que o morador pode escolher, por exemplo, uma casa modular de dois andares com sala integrada, cozinha aberta, varanda ou home office, respeitando os limites estruturais do sistema.

Assim, o imóvel não fica engessado como um produto único, mas também não vira uma obra infinita cheia de mudanças improvisadas.

O que a nova casa modular indica sobre o futuro da moradia

A presença crescente de empresas como Tecverde e ZenHouse em diferentes regiões do país mostra que a construção modular está deixando de ser promessa distante e passa a ocupar espaço real no mercado imobiliário brasileiro.

Combinando inovação tecnológica, sustentabilidade e preço competitivo, o modelo conversa com famílias que precisam de previsibilidade de custo e prazo.

Se essa tendência se consolidar, é provável que, nos próximos anos, o consumidor passe a comparar não apenas metragem e localização, mas também o sistema construtivo na hora de decidir a compra.

Afinal, uma casa modular de dois andares por 80 mil reais, pronta em até 90 dias e preparada para energia solar, muda o parâmetro de quanto tempo e dinheiro é razoável investir na casa própria.

E você, encararia trocar a obra tradicional por uma casa modular assim para finalmente sair do aluguel?

Deu em CPG

Ricardo Rosado de Holanda
Ricardo Rosado de Holanda


Descrição Jornalista