Jornalismo
12/02/2026 15:31
Notícias falsas: Por que é tão fácil acreditar nelas?

Nos últimos anos, a disseminação de desinformação tornou-se um tema importante. Com, aparentemente, o mundo inteiro nas redes sociais, há uma enorme quantidade de informações por aí – e muitas delas não são verdadeiras.
A realidade é, no entanto, que o cérebro humano é altamente suscetível à desinformação. Temos uma tendência a acreditar em mentiras que podem ser muito destrutivas em muitas áreas de nossas vidas.
Então, por que nossos cérebros acreditam em mentiras? Qual o motivo de sermos incapazes de distinguir entre uma afirmação verdadeira e uma falsa (às vezes flagrantemente óbvia)?
O entendimento atual é que nossos preconceitos psicológicos nos tornam vulneráveis a falsidades e que somos incapazes de evitar acreditar neles, mesmo que tentemos.
O impacto do efeito ilusório da verdade está bem documentado. Há até um estudo que descobriu que uma única exposição a um título falso pode fazê-lo parecer mais verdadeiro.
Infelizmente, parece que, em um nível básico, estamos todos lidando com a tendência humana de acreditar em qualquer coisa que vemos e ouvimos.
Em poucas palavras, o viés de confirmação é a tendência de buscar informações que se encaixam e confirmam o que já acreditamos ou pensamos que sabemos.
Novamente, o viés de confirmação está muito bem documentado e é uma das principais razões citadas sobre por que o pensamento crítico não se apresenta com frequência no contexto das redes sociais.
Para piorar a situação, estudos mostram que nossos cérebros estão conectados de tal forma que é muito difícil corrigir a desinformação, mesmo quando tomamos conhecimento de que é uma mentira.
Inclusive, existem vários estudos que se referem a um fenômeno chamado “efeito de influência contínua”.
A ideia básica é que a desinformação e as falsidades podem continuar a influenciar nosso pensamento, mesmo que recebamos uma correção e acreditemos que a correção seja verdadeira.
Pensa-se que uma das razões pelas quais é difícil corrigir a desinformação é o fato de que corrigir a falsidade não a remove da nossa memória.
Para citar a professora de psicologia Nadia Brashier, “estamos enfrentando limitações básicas da memória humana quando estamos dando às pessoas informações corretivas”.
E esse efeito ainda é agravado pelo fato de que a peça de desinformação às vezes está embutida em nossa identidade ou sistema de crenças.
Um estudo recente descobriu que incentivar as pessoas a considerar e pensar sobre a veracidade do que veem nas redes sociais e aplicativos de conversas as tornava menos propensas a compartilhar desinformação.
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