E-commerce 06/02/2023 08:45
Nem Magalu nem Mercado Livre: saiba quem vai dominar o e-commerce brasileiro
O mercado brasileiro de e-commerce será dominado por três grandes players vindos da China.

Nem Magazine Luiza (MGLU3) nem Mercado Livre (MELI34).
O mercado brasileiro de e-commerce será dominado por três grandes players vindos da China.
Shopee (ou Temu), TikTok Shop e Shein.
Talvez você não esteja familiarizado com todos esses nomes, mas ainda vai ouvir bastante dessas três empresas de origem chinesa.
A previsão é do ex-country manager da Aliexpress, Yan Di.
O chinês, que mora há cerca de 20 anos no Brasil e tem passagens também pela Huawei e pela Baidu (o Google chinês), postou no LinkedIn nesta semana uma estimativa capaz de assustar as gigantes do varejo brasileiro.
Divididas em três partes, as postagens explicam porque no futuro o e-commerce brasileiro será dominado por essas três gigantes. E o motivo é simples. A começar pelos três principais pilares do e-commerce: produto, preço e experiência.
“A China é a fonte da grande maioria dos produtos consumidos no Brasil e em um mercado extremamente sensível ao preço como aqui, o mais importante para o e-commerce é ter um controle sobre a fonte dos produtos”, explica Yan.
Nesse sentido, o chinês lembra que a maioria dos marketplaces brasileiros vendem produtos direta ou indiretamente importados da China. Além disso, a China possui o maior e mais maduro mercado de e-commerce do mundo.
É também o maior e mais maduro mercado em termos logísticos. Citando dados do mercado, Yan afirma que a China envia 100 bilhões de pacotes por ano. O volume é cinco vezes mais do que os Estados Unidos movimentam anualmente.
Daí, então, porque nem Magazine Luiza nem Mercado Livre serão capazes de competir. Afinal, a maior barreira competitiva para ambas as empresas é a infraestrutura de logística.
“Os maiores problemas são o déficit de tecnologia, a lentidão na evolução do modelo de negócios e os enormes custos de tráfego”, enumera Yan, sem citar os nomes das empresas. Para ele, esses problemas não devem sofrer uma transformação fundamental no curto prazo.
Por outro lado, Yan cita como exemplo como a empresa chinesa de logística expressa J&T construiu uma rede no Brasil, “que cobre todo o país com eficiência e preço inigualáveis”.
Para ele, qualquer grande empresa chinesa de e-commerce (Shopee/Temu e Shein) devem aproveitar essa infraestrutura para eliminar o déficit logístico. “É uma questão de tempo, mas vai acontecer”, prevê.
Além disso, o chinês, que agora atua como diretor-geral em uma empresa na área de serviços e soluções de tecnologia no comércio de influência, lembra que novos modelos de negócios surgem no e-commerce.
“A maior tendência no varejo online atual é o live/short video commerce, com origem chinesa”, afirma. Para ele, a disseminação de novas tecnologias e tendências da China para o Brasil e o resto do mundo é simplesmente inevitável.
Nesse sentido, a TikTok sai na frente.
“É atualmente a primeira plataforma no mercado brasileiro que lançará o live commerce de ciclo fechado”, afirma, em outras postagem.
Deu em Money Times

Descrição Jornalista
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