E-commerce 14/04/2023 04:45
Na China, Haddad compara e-commerce que não paga imposto a contrabando
Haddad negou taxação extra, mas pediu cobrança das gigantes estrangeiras que sonegam para cessar concorrência desleal com mercado nacional

Xangai – Na China, sede de algumas das principais empresas de e-commerce que têm feito sucesso entre os brasileiros e obtido lucros estratosféricos com a atuação no país, como Shein, Shopee e a AliExpress, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad comparou as transações que passam ao largo da cobrança de impostos a crimes como contrabando e roubo de carga.
“O comércio eletrônico é uma realidade que veio pra ficar. Agora, tem empresas que cumprem a legislação brasileira e tem empresas que não cumprem. E isso você tem que regular porque a concorrência tem que ser leal”, disse.
Mais adiante, fez a comparação: “A partir do momento em que o sujeito é receptador de carga roubada e o outro é contrabandista, você vai inviabilizando a concorrência. E isso acaba com o comércio, na prática. Um bom comércio é um comercio em igualdade de condições”.
Logo após um compromisso oficial ao lado presidente Luiz Inácio Lula da Silva no hotel em que a delegação está hospedada, Haddad deu entrevista a um grupo reduzido de repórteres. O Metrópoles estava lá.
O ministro negou que o governo esteja criando novos impostos sobre as compras pela internet, o que afetaria milhões de brasileiros. Explicou, porém, que será necessário taxar as transações que hoje driblam os controles de cobrança da Receita.
A iniciativa é necessária, disse ainda, para dar condições de igualdade às empresas brasileiras que têm sido abocanhadas pela atuação das companhias estrangeiros — é o caso das chinesas.
Na prática, não haverá imposto novo, mas as compras podem, sim, ficar mais caras porque o governo tentará acabar com a sonegação — os custos terão que ser absorvidos pelas próprias companhias que vendem, que certamente os embutirão nos preços, ou os impostos terão de ser pagos por quem compra.
Já há algum tempo, a área econômica vem sofrendo pressão de empresas brasileiras para regular o comércio eletrônico, alegando que as gigantes estrangeiras — especialmente as chinesas — têm ganhado terreno com a oferta de preços mais baixos justamente por não estarem sujeitas à carga tributária que pesa sobre o mercado nacional.
Ao ser indagado sobre o tema, Haddad deu uma resposta bastante curiosa. Disse que não conhece a Shein, uma das empresas de e-commerce chinesas que mais têm vendido no Brasil.
“O único portal que eu conheço é o da Amazon, porque eu compro todo dia um livro, pelo menos”, emendou, numa espécie de ato falho — para além de admitir desconhecimento sobre a empresa, em plena China, país que trava uma intensa guerra comercial com Estados Unidos, ele acabou por fazer, ainda que sem querer, uma espécie de propaganda gratuita para a gigante americana de e-commerce.
Não é o único ponto: não deixa de chamar atenção, também, o fato de o ministro da Fazenda do Brasil simplesmente não conhecer uma empresa que, só no ano passado, teve faturamento de R$ 8 bilhões — uma cifra impressionante se comparada às vendas de tradicionais grupos varejistas nacionais.
Haddad contou que, nos últimos dias, uma das companhias chinesas de comércio eletrônico que atuam no país — ele não disse qual — procurou o governo para manifestar interesse em regularizar sua situação.
Deu em Metrópoles

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