Arqueologia 21/09/2020 15:33
No Egito, múmias aparecem do nada no meio do deserto
Depois de olhar mais atentamente para um poço profundo no deserto do Egito, a 32 quilômetros do Cairo, os arqueólogos mal puderam acreditar no que viram.

Depois de olhar mais atentamente para um poço profundo no deserto do Egito, a 32 quilômetros do Cairo, os arqueólogos mal puderam acreditar no que viram.
Normalmente cheio de turistas, o lugar está praticamente vazio desde o início da pandemia, o que pode ter facilitado o trabalho dos especialistas.
Os arqueólogos descobriram 13 múmias empilhadas dentro do poço, que tem 12 metros de profundidade, em excelente condição.
Os sarcófagos, lacrados, estavam empilhados — não se sabe como eles foram parar lá.
As múmias, que estão muito bem preservadas, tem mais de 2.500 anos. Segundo o Ministério do Turismo e Antiguidades, os sarcófagos também estão em ótimo estado.
As cores originais dos desenhos podem ser identificadas facilmente, por exemplo, o que é raro em múmias tão antigas.
Agora, os arqueólogos vão tentar desvendar a origem dos corpos mumificados. Os processos mais soficitados de mumificação geralmente eram reservados aos faraós e seus familiares. Animais de estimação também eram enterrados junto com seus donos.
As condições do poço, que estava seco, contribuíram para a preservação das múmias, protegendo-as de fatores climáticos.
Saqqara, onde foi feita a descoberta, é considerado um dos mais antigos locais escolhidos para sepultamentos do mundo. Por muito tempo, Saqqara foi a necrópole da antiga capital do Egito, Memphis. A pirâmide mais antiga do Egito, com mais de 4.700 anos, foi constrúida no local a pedido de um faraó. Pelo menos outras 16 pirâmides abrigam os restos mortais de reis do Egito em Saqqara.
O país reabriu há dez dias para o turismo.
Os visitantes, no entanto, ainda não voltaram, com medo do coronavírus. O Egito, um dos países mais visitados do mundoi, recebeu mais de 13,6 milhões de pessoas em 2019, a maioria interessada em conhecer seus tesouros arqueológicos. A expectativa era que esse ano os visitantes chegassem a pelo menos 15 milhões — isso, antes da covid-19.
Khaled el-Anany, ministro do Turismo e das Antiguidades, disse que está em uma missão para trazer de volta os negócios ligados à atividade e reaquecer a economia.
O turismo responde por 12% do PIB do país. Ele também comemorou a inusitada descoberta das 13 múmias. “Senti algo indescritível quando soube dessa nova e importante descoberta arqueológica”, afirmou.
Deu em Exame

Descrição Jornalista
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