Governo Federal 10/01/2025 16:02
Lula utiliza Secom como ferramenta na corrida pela reeleição, aponta Estadão
Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, o líder petista decidiu abandonar a pretensão de respeitar os limites institucionais da Presidência e optou por transformar a Secom definitivamente em um instrumento publicitário para sua campanha de reeleição.

O marqueteiro de sua campanha eleitoral de 2022, Sidônio Palmeira, foi nomeado como ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, o líder petista decidiu abandonar a pretensão de respeitar os limites institucionais da Presidência e optou por transformar a Secom definitivamente em um instrumento publicitário para sua campanha de reeleição.
A matéria informa que a Secom, sob a responsabilidade do petista Paulo Pimenta, já executava essa função. Em vez de se concentrar em “formular e implementar a política de comunicação e divulgação social do Poder Executivo federal”, conforme estabelece a lei que orienta o trabalho da Secom, Pimenta utilizava a infraestrutura do estado para ecoar as falas populistas de Lula e do Partido dos Trabalhadores (PT).
“Portanto, Pimenta foi demitido apenas por incompetência”, diz o Estadão. “Na avaliação de Lula, ao que tudo indica, seu agora ex-ministro não fez o suficiente para convencer a opinião pública de que o governo é tão fabuloso quanto os petistas acham que é e que deve ser reconduzido na eleição de 2026.”
Pimenta estava de aviso prévio desde que Lula afirmou, em dezembro, que havia um erro na comunicação do governo e que faria as “correções necessárias para que a gente não reclame que não estamos nos comunicando bem”.
“Muito antes, porém, o marqueteiro Sidônio Palmeira já estava dando seus palpites, e de certa forma participou de alguns dos maiores desastres recentes de comunicação do governo”, acrescenta a publicação.
Por exemplo, Sidônio participou da criação do desastroso discurso do Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em novembro passado – o qual era suposto para evidenciar o compromisso do governo com o equilíbrio fiscal, mas que acabou incorporando a promessa de expandir a isenção do Imposto de Renda.
Em entrevista recente à Globo News, o próprio Haddad reconheceu que ali houve um “problema grave na comunicação”. Segundo ele, “misturar Imposto de Renda [com pacote fiscal] foi um problema”. “O ministro não disse, mas todos sabem que o tal ‘problema’ não apareceu por abiogênese: foi criado pelo próprio Lula e por seu marqueteiro”, diz o Estadão.
Sidônio foi o responsável por dirigir pessoalmente o vídeo onde Lula apresenta Gabriel Galípolo, o futuro presidente do Banco Central, assegurando que não haverá interferência em sua gestão. Segundo o jornal, esta mensagem não deveria ter sido sequer produzida, visto que a autonomia do Banco Central não é uma concessão do presidente, mas sim um mandato legal.
“Ou seja, Sidônio já vem mostrando seu serviço, e a comunicação do governo continua trôpega”, avalia o texto. “A razão disso é muito simples: nem Pimenta, nem Sidônio são mágicos ou fazem milagres. É muito difícil convencer os brasileiros de que o governo Lula, errático e demagógico, é melhor do que as aparências sugerem.”
“Tudo se complica ainda mais diante da loquacidade de Lula”, acrescenta o Estadão. “A lista de gafes e barbaridades cometidas pelo petista é extensa. Algumas são apenas constrangedoras, como quando Lula disse que a democracia é um conceito relativo, ao defender o ditador Nicolás Maduro, ou quando comparou a ação israelense em Gaza ao Holocausto.”
Algumas ações, contudo, provocaram danos mais significativos ao país, como os ataques dirigidos ao ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que evidenciaram sua intenção de intervir na “política monetária”.
“Sidônio não tem nenhuma experiência de governo nem de comunicação pública, mas nada disso é necessário quando o objetivo é ajudar Lula a se reeleger”, diz o jornal.
Sidônio enfatizou que o plano é “investir nas redes sociais”, um campo onde normalmente a oposição a Lula tem sucesso. Ele também afirmou que a questão da comunicação do governo não é apenas restrita à Secretaria de Comunicação, mas se estende a todos os ministérios.
“Ou seja, o marqueteiro quer ordem unida: o esforço eleitoral deve ser conjunto e coordenado”, analisa o veículo. “Afinal, a campanha, para Lula, já começou faz tempo – a rigor, desde que ele tomou posse.” As informações são da Revista Oeste.

Descrição Jornalista
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