O ministro da Defesa israelense, Yoav Gallant, declarou estado de emergência militar depois de lançar os bombardeios no Líbano. Em comunicado, Gallant afirmou que a “declaração de estado de emergência permite ao exército dar instruções aos cidadãos de Israel, como limitar as reuniões e encerrar locais”.
O ministro também conversou com o seu homólogo americano, Lloyd Austin, confirmando que Israel lançou “ataques de precisão” contra o Líbano para impedir a ameaça do grupo libanês.
Os ataques de hoje ocorrem em meio ao temor de uma potencial escalada dos combates no Oriente Médio, o que poderia levar a região a um conflito total.
O serviço de emergência israelense Magen David Adom informou ter elevado “o seu estado de alerta para o nível mais elevado em todo o país”, embora, até a publicação desta matéria, não tenha recebido informação sobre vítimas.
Sirenes de ataque aéreo foram ouvidas em todo o norte de Israel. Os voos de e para o aeroporto internacional Ben-Gurion, próximo a Tel Aviv, foram suspensos por cerca de 90 minutos.
Aliado do Irã, o Hezbollah se juntou ao grupo terrorista Hamas na guerra contra Israel em outubro de 2023. Desde então, a violência na fronteira com o Líbano registrou a pior escalada desde a guerra de 2006.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu prometeu neste domingo que fará “tudo o que for necessário” para garantir a segurança dos habitantes do norte de Israel.
“Estamos determinados a fazer tudo o que for necessário para proteger nosso país, devolver os habitantes do norte sãos e salvos para suas casas e continuar aplicando uma regra simples: quem nos fizer mal, nós faremos mal”, afirmou no início de reunião do gabinete de segurança.

