Empresas 10/01/2025 15:45
Instagram, Tiktok e Youtube dão dicas para aumentar o engajamento em 2025
Executivos brasileiros das principais plataformas de conteúdo online falam à Forbes Brasil sobre as expectativas para o ano

De acordo com a Comscore, o Brasil está em terceiro lugar no ranking global de países que mais consomem redes sociais. O Goldman Sachs estima que o mercado de criação de conteúdo, conhecido como “Creator Economy”, será avaliado em cerca de US$ 480 bilhões até 2027.
Em 2022, o YouTube Brasil movimentou R$ 4,55 bilhões para o Produto Interno Bruto (PIB) do país e colaborou com a geração de mais de 140 mil empregos. Em 2023, 80 milhões de brasileiros compraram pela internet, segundo a pesquisa TIC Domicílios. Nos últimos dois anos, houve um aumento de 14% na monetização da criação de conteúdo online no Brasil.
Com o mercado aquecido, a pretensão por uma carreira na área, de forma direta ou indireta, está cada vez maior. Para os representantes das plataformas no Brasil, ainda existe espaço suficiente esperando pelos interessados.
No entanto, nem só de “mimos” sobrevive um influenciador. A quinta edição do relatório “Creators & Negócios”, realizado anualmente pela agência Brunch em parceria com a consultoria YOUPIX, mostra que 31,44% dos criadores brasileiros recebem entre 2 e 5 mil reais por mês e 28,73% embolsam de 5 a 10 mil reais. Apenas 0,54% ganham mais de R$ 100 mil, enquanto 19,24% faturam até R$ 2 mil.
O engajamento é um dos fatores determinantes para a monetização do conteúdo. Afinal, o número de pessoas que um criador alcança, independentemente do números de seguidores, é determinante para a visibilidade que as marcas buscam — e para o tempo que os usuários passam online, o que é essencial para as plataformas.
Em entrevista à Forbes Brasil, executivos das principais empresas de conteúdo online do mundo falam sobre as possibilidades para os criadores em 2025. Confira:
Rafael Campos, Head de Marketing para Criadores da Meta na América Latina
“Em 2024, observamos que, creators que compartilham conteúdos que demonstram situações do dia-a-dia de forma bem-humorada, conteúdos que são de fácil identificação, geram mais engajamento na plataforma.
Podemos dizer que os Reels se consolidaram como uma ferramenta estratégica essencial. Essa tendência continuará forte em 2025. Neste ano, a criação de conteúdo deve se concentrar ainda mais em conexões autênticas e interações personalizadas, pois as pessoas continuarão buscando formas de se aproximar digitalmente.
Ouvimos constantemente dos criadores que o sucesso deles no Instagram veio depois que eles se concentraram em se expressar de forma única, à sua própria maneira, para construir uma comunidade.”
Daniela Okuma, Diretora Geral de Negócios do TikTok no Brasil
“Em 2024, nosso público se inspirou em criadores impactantes em todas as áreas.
De modo geral, destacaria duas tendências tanto para as marcas quanto para os criadores em 2025: manter o pico de curiosidade elevado e construir um novo storytelling.
Para manter o “pico de curiosidade”, é preciso criar conteúdo relevante, agradável, útil e que desperte a curiosidade, inclusive para temas que as comunidades nem sequer sabiam que se interessavam.
Outro desafio é desconstruir o storytelling tradicional. A linha narrativa que antes funcionava seguindo o começo, meio e fim, hoje não funciona mais. Os finais das histórias estão começando primeiro, e essa é só uma de inúmeras possibilidades.
Não há uma receita de bolo para fazer sucesso na plataforma, mas algumas dicas podem ajudar e muito. Eu apontaria três práticas. Primeiro, aprender a surfar nas trends. Depois, conteúdos mais profundos e envolventes, indo além do consumo rápido, também são bem aceitos pelos usuários. E, em terceiro, aplique a prática dos 3R’s: ritmo, rima e razão.”
Manuela Villela, Head de Ecossistema de Criadores do YouTube
“Em 2024, acompanhamos a tendência de consumo de conteúdo nacional no Brasil, com grandes nomes como CazéTV, Emilly Vick e Enaldinho.
Para 2025, alguns conteúdos que já estão em alta devem se manter, como os desafios criativos e os videocasts. Também temos visto crescer e se consolidar os fandoms – comunidades de fãs que não estão mais apenas consumindo conteúdo, eles estão criando ativamente.
Neste ano, continuaremos investindo na experiência da TV conectada. No Brasil já são 75 milhões de pessoas acessando o YouTube nessa tela e isso significa uma oportunidade para que marcas e criadores inovem em suas produções pensando no consumo a partir desse dispositivo.”
Deu em Forbes

Descrição Jornalista
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