As fotos, feitas pela Airbus na manhã de sábado, 28, indicam edifícios desabados e uma espessa coluna de fumaça no local, que funciona como residência oficial e centro de recepção de autoridades.
Fontes ouvidas pela Reuters afirmaram que os ataques conjuntos de Estados Unidos e Israel também miraram o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian.
Uma fonte próxima ao governo iraniano disse que comandantes da Guarda Revolucionária e autoridades políticas foram mortos, informação que não pôde ser confirmada de forma independente por agências internacionais.
Objetivos da ofensiva
De acordo com um funcionário israelense, a atual operação busca “uma mudança maior” do que a registrada em junho do ano passado, quando instalações nucleares foram atingidas.
“Na operação Linha Ascendente, conseguimos detê-los no limiar, impedindo que avançassem para um ponto perigoso demais. Agora, estamos operando para fazer uma mudança maior, que dure anos, para impedi-los de levar adiante seus planos. Estamos mirando suas capacidades militares, suas capacidades terroristas e os grupos aliados”, disse.
Ele citou nominalmente o Hezbollah, no Líbano, o Hamas, em Gaza, e os houthis, no Iêmen, como parte da estratégia iraniana na região.
Segundo o porta-voz, Teerã teria destinado entre US$ 700 milhões e US$ 900 milhões a esses aliados no último ano, principalmente ao Hezbollah.
“Enquanto as pessoas no Irã não têm o que beber, eles estão enviando dinheiro para seus aliados pelo Oriente Médio para garantir que mantenham a chama acesa do plano de de destruir o Estado de Israel”, afirmou.
As Forças Armadas israelenses afirmam que a ofensiva também responde ao avanço do programa de mísseis iraniano.
“Nossa inteligência identificou uma aceleração acentuada no programa de produção de mísseis do Irã, eles estão desenvolvendo dezenas de mísseis balísticos por mês e o ritmo de produção está cada vez mais rápido, chegando a milhares nos próximos anos.”
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que a ação conjunta com Washington “criará as condições para que o corajoso povo iraniano tome as rédeas do seu destino” e exaltou a cooperação com os Estados Unidos como “um nível de coordenação e cooperação sem precedentes”.


