Música 27/04/2018 08:39
Geraldo Vandré indica que vai retomar a carreira
Geraldo Vandré mal olha para o entrevistador. Prefere contemplar a bela Praia de Tambaú, em João Pessoa, enquanto fuma o primeiro dos muitos cigarros que tragaria durante a tarde.

Geraldo Vandré mal olha para o entrevistador.
Prefere contemplar a bela Praia de Tambaú, em João Pessoa, enquanto fuma o primeiro dos muitos cigarros que tragaria durante a tarde.
A paisagem evoca uma memória da infância: o compositor conta que sua paixão pela aviação — que inspirou a música Fabiana, homenagem à Força Aérea Brasileira (FAB) — nasceu de tanto admirar os aviões que sobrevoavam os mares paraibanos, escoltando navios brasileiros durante a II Guerra Mundial. Suas respostas são em geral curtas e secas.
E vai se frustrar quem deseja saber se o cantor tão associado aos protestos contra a ditadura militar hoje é da turma que chama impeachment de golpe — Vandré, de 82 anos, não quer comentar os eventos políticos do dia.
Ele vem de um longo período de silêncio: seu último show ao vivo foi em 12 de dezembro de 1968, às vésperas da promulgação do AI-5; Das Terras de Benvirá, gravado em 1973, quando ele estava exilado em Paris, foi seu derradeiro registro em disco.
Naquele mesmo ano, Vandré retornou ao país, depois de perambular por alguns países da Europa, pela Argélia e pelo Chile. Desde então, abandonou o nome artístico (que vem do nome do pai, Vandregiselo) e voltou a ser o advogado Geraldo Pedrosa de Araújo Dias.
Neste 2018, porém, ele vem ensaiando um discreto retorno.
Em março, foi homenageado em duas noites de show na sua João Pessoa natal. Foram apresentadas as peças para piano que ele compôs com Beatriz Malnic, e a Orquestra Sinfônica da Paraíba tocou versões orquestrais de seus maiores sucessos — entre eles Para Não Dizer que Não Falei de Flores (Caminhando), música emblemática dos protestos contra a ditadura.
Em raro momento no palco, o próprio Vandré cantou Caminhando ao fim do espetáculo, acompanhado pelo violonista Alquimides Daera e pelo público, que clamou ouvir a composição na voz de seu autor.
Na mesma ocasião, foi lançado o livro Cantos Intermediários de Benvirá, com poemas do compositor escritos ao longo de 1973.
“Não cantei no Brasil, cantei na Paraíba”, dispara Vandré.

Descrição Jornalista
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