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Idosos 05/07/2024 14:30

Exames de sangue explicam porque há tantas pessoas com 100 anos no mundo

Tentando entender os motivos pelos quais essa galera idosa passou a viver mais, e levando uma vida saudável, um grupo de cientistas do Instituto Karolinska, na Suécia, realizou o maior estudo comparativo de perfis de biomarcadores medidos durante a vida já feita até hoje.

Exames de sangue explicam porque há tantas pessoas com 100 anos no mundo

Da década de 1970 para cá, o grupo demográfico que mais cresceu na população mundial, o dos centenários, vem dobrando seu número de sobreviventes a cada dez anos, sem nenhuma causa aparente.

Tentando entender os motivos pelos quais essa galera idosa passou a viver mais, e levando uma vida saudável, um grupo de cientistas do Instituto Karolinska, na Suécia, realizou o maior estudo comparativo de perfis de biomarcadores medidos durante a vida já feita até hoje.

O artigo com os resultados foi publicado ano passado na revista GeroScience.

Comparando perfis de pessoas excepcionalmente longevas com as de vida mais curta, os autores concluíram que a maioria dos centenários mostrou perfis de biomarcadores bastante homogêneos.

A boa notícia é que esses valores já ficam disponíveis a partir dos 65 anos, permitindo que as pessoas tenham um vislumbre da sua longevidade em exames de sangue corriqueiros.

Como foi feita a pesquisa sobre a longevidade a partir de 100 anos?

X. (Fonte: Getty Images/Reprodução)
Doze biomarcadores foram incluídos na metodologia. (Fonte: Getty Images / Reprodução)

O estudo comparou perfis de biomarcadores de pessoas que passaram dos 100 anos com seus pares de vida mais curta, e analisou a possível associação entre os valores observados e a chance de se tornar centenário.

A coorte, parte de um estudo epidemiológico chamado AMORIS, incluiu 44 mil indivíduos com idades entre 64 e 99 anos

Doze biomarcadores sanguíneos foram incluídos na metodologia e relacionados à inflamação (ácido úrico), metabolismo, função hepática e renal, potencial desnutrição e anemia.

O que os cientistas descobriram sobre as pessoas com mais de 100 anos?

X. (Fonte: Getty Images/Reproduççao)
Centenários têm níveis mais baixos de glicose, creatinina e ácido úrico. (Fonte: Getty Images / Reprodução)

Tentando determinar a probabilidade de completar 100 anos, os autores descobriram que todos os 12 biomarcadores (exceto ALAT e albumina) mostraram conexões diretas com a longevidade.

Por exemplo, pessoas que sopraram 100 velinhas têm uma tendência a apresentar níveis mais baixos de glicose, creatinina e ácido úrico a partir dos 60 anos.

Por outro lado, pessoas com níveis mais altos nesses três marcadores, e também nos da função hepática, têm uma chance maior de partir antes dos 100.

A baixa probabilidade de se tornar um centenário também se estende aos que estão no mais baixo dos cinco grupos para os níveis de colesterol total e ferro.

Embora, no geral, essas diferenças tenham sido bastante pequenas, elas revelaram uma potencial ligação entre saúde metabólica, nutrição e longevidade excepcional.

E mesmo sem conseguir identificar os fatores responsáveis pelos valores dos exames de sangue, ficou claro que controlar nossos marcadores renais e hepáticos, bem como glicose e ácido do úrico, pode ser uma valiosa dica para quem deseja colocar três dígitos em sua idade.

Deu em Mega Curioso

Ricardo Rosado de Holanda
Ricardo Rosado de Holanda


Descrição Jornalista