Guerras 04/03/2026 09:43
EUA destruíram 17 navios e atingiram quase 2.000 alvos no Irã, dizem militares

As Forças Armadas dos EUA destruíram 17 navios iranianos, incluindo um submarino, e atacaram quase 2.000 alvos no Irã, disse o comandante do Comando Central dos EUA nesta terça-feira.
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“Hoje, não há um único navio iraniano em operação no Golfo Árabe, no Estreito de Ormuz ou no Golfo de Omã”, disse Brad Cooper, do Comando Central dos EUA, em um vídeo publicado no X.
Em resposta iraniana, o consulado dos Estados Unidos em Dubai, capital dos Emirados Árabes Unidos, foi alvo de um ataque com drones, que provocaram um incêndio no prédio.
De acordo com o Gabinete de Imprensa do Governo de Dubai, não houve registro de vítimas. “As autoridades de Dubai confirmaram que um incêndio causado por um incidente com drone próximo ao Consulado dos EUA foi controlado com sucesso. Equipes de emergência responderam imediatamente. Não houve relatos de feridos”, informou o órgão em nota.
No domingo, 2, a embaixada norte-americana na Arábia Saudita também foi alvo de drones, cuja origem ainda não foi oficialmente confirmada.
Os EUA intensificaram ações militares contra o Irã, em coordenação com Israel. No sábado, 28, ataques iniciais resultaram na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, além de outros chefes militares. Já nesta terça-feira, o prédio da Assembleia dos Peritos do Irã, órgão responsável por eleger o próximo líder supremo, também foi atingido. Até o momento, não há informações sobre mortos ou feridos.
Em meio à ampliação do conflito, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país está preparado para prolongar a guerra.
Guerra dos 12 dias. Ano passado, em junho, os Estados Unidos bombardeou o Irã em apoio a Israel, que tinha o país como alvo.
A mando de Trump, os EUA atacaram três instalações nucleares iranianas – Fordow, Natanz e Esfehan.
O conflito ficou conhecido como ‘Guerra dos 12 dias’, por um cessar-fogo ter sido firmado entre as partes após doze dias do ataque. Nessa ocasião, o republicano chegou a sugerir uma mudança de regime iraniano para que fosse possível “tornar o Irã grande novamente”. Mas, oficialmente, a justificativa seguiu sendo a neutralização de “ameaças aos interesses nacionais” por conta do programa nuclear iraniano.
Longas negociações. Os Estados Unidos e o Irã retomaram as negociações sobre a disputa nuclear, com o objetivo de evitar novos ataques.
Na última quinta-feira, 26, em Genebra, o diálogo seguia. Foi a terceira rodada de negociações indiretas e não chegaram a um consenso. Em paralelo, o governo norte-americano fazia seu maior deslocamento militar para o Oriente Médio dos últimos anos. A tensão aumentava.
Morte do líder supremo. Até que, no sábado, os Estados Unidos e Israel lançaram uma série de ataques contra cidades iranianas. Centenas de pessoas morreram, incluindo o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei. Depois, sua esposa, Mansoureh Khojasteh, também morreu em decorrência de ferimentos causados pelo ataque.
‘Grande onda por vir’. Para o presidente norte-americano, esse foi o início de “grandes operações de combate” e ainda há uma “grande onda” por vir.
“Nem começamos a atacar com força”, disse, em entrevista à CNN na segunda-feira, 2. Além disso, em discurso, ele estimou que a guerra irá durar de quatro a cinco semanas. “Mas temos capacidade de levar isso adiante por mais tempo”. O objetivo, reforçou o republicano, segue sendo acabar com um suposto potencial nuclear do Irã e destruir sua capacidade bélica. Os Estados Unidos estaria entre os principais ameaçados pelo poderio militar do Irã, alega. O Irã nega que estava desenvolvendo uma arma nuclear.
Vingança e ataques no Oriente Médio.
O Irã declarou que a vingança é um “direito e dever legítimo” e segue respondendo com ataques direcionados a Israel e bases militares norte-americanas em países do Oriente Médio – como nos Emirados Árabes, Catar, Kuwait e Bahrein.
Os Emirados Árabes Unidos foram um dos mais atingidos pela retaliação do Irã: apenas no primeiro dia de conflito, o país recebeu 67 mísseis e 541 drones iranianos.
Desses drones, 35 caíram em território do país, resultando em três mortes. Uma delas aconteceu no aeroporto de Abu Dhabi.
Caos no espaço aéreo internacional.
A situação acarretou no fechamento do espaço aéreo no Oriente Médio, o que instaurou o caos no tráfego aéreo internacional.
A região é um ponto chave para voos de longa distância, conectando a Europa e a Ásia, por exemplo, e aeroportos como os de Dubai, Abu Dhabi e Doha paralisaram as operações em meio à escalada do conflito.
Milhares de pessoas foram afetadas pela medida – como o brasileiro, ouvido pelo Terra, que estava no Catar e perdeu o velório de seu avô no Brasil por conta da situação.
Ataque a assembleia iraniana. Durante a manhã desta terça-feira, 3, o prédio da Assembleia dos Peritos, órgão responsável por eleger o novo líder supremo do Irã, foi alvo de um ataque atribuído a Israel e aos Estados Unidos no momento em que 88 aiatolás estavam reunidos para escolher o sucessor, segundo fontes israelenses ouvidas pelo The Jerusalem Post. Até o momento, não há informações confirmadas sobre mortos ou feridos.
‘Tarde demais’. Donald Trump afirmou, no Salão Oval da Casa Branca nesta terça, que as Forças Armadas norte-americanas tiveram sucesso contra diversas defesas iranianas e que “praticamente tudo foi destruído” no Irã. Nas redes sociais, ele ainda descreveu que agora é “tarde demais” para negociações:
“As defesas aéreas, a Força Aérea, a Marinha e as lideranças deles não existem mais. Eles querem conversar. Eu disse: ‘Tarde demais’”.
Líbano e Hezbollah. O grupo libanês Hezbollah, apoiado pelo Irã, lançou mísseis contra Israel pelo segundo dia consecutivo, e o Líbano segue sendo arrastado para o conflito.
Em retaliação, Israel enviou tropas para o sul do país e realizou uma série de ataques aéreos. O Hezbollah é um movimento islâmico xiita do Líbano que, assim como o Hamas, defende o fim do Estado de Israel.
Eles assumiram a responsabilidade pelos disparos a Israel, também alegando ser uma medida de defesa do território libanês. Mas, internamente, a ofensiva provocou uma reação política:
o primeiro-ministro Nawaf Salam determinou a suspensão das atividades militares do grupo e exigiu que seja entregue seu arsenal ao Estado.
Escola atingida e funeral coletivo. O Irã promoveu, nesta terça, uma cerimônia fúnebre coletiva para 165 alunas e funcionárias que morreram após um ataque descrito pelo governo como uma ação conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra uma escola feminina na cidade de Minab, no sul do país.
As Forças Armadas de Israel e os Estados Unidos afirmaram não ter conhecimento de qualquer operação israelense ou americana na região mencionada. (*Com informações da Reuters, Ansa e Reuters)
Deu no Portal Terra

Descrição Jornalista
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