FatorRRHFatorRRH — por Ricardo Rosado
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Idosos 02/02/2021 09:47

Estudos revelam redução da atividade física entre idosos durante pandemia

Entender o impacto da pandemia de covid-19 sobre o comportamento de movimento entre idosos, incluindo atividade física e sedentarismo.

Estudos revelam redução da atividade física entre idosos durante pandemia

Entender o impacto da pandemia de covid-19 sobre o comportamento de movimento entre idosos, incluindo atividade física e sedentarismo.

Esse foi o objetivo do estudo que resultou em publicações em duas revistas internacionais de Geriatria e Gerontologia: Experimental Gerontology e Archives of Gerontology and Geriatrics.

Os dois estudos foram realizados por pesquisadores do Centro de Ciências da Saúde (CCS) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

O trabalho mobilizou professores e estudantes de Iniciação Científica, de mestrado e de doutorado, tanto do Programa de Pós-Graduação em Educação Física (PPgEF), quanto de Ciências da Saúde (PPgCSA). Ambos os estudos fazem parte da tese de doutorado de Rodrigo Browne pelo PPgCSA, sob a orientação do professor Eduardo Caldas, do Departamento de Educação Física.

No artigo Initial impact of the covid-19 pandemic on physical activity and sedentary behavior in hypertensive older adults: An accelerometer-based analysis, os pesquisadores demonstraram que os idosos diminuíram o nível de atividade física, principalmente passos diários e atividades leves. Também se verificou o aumento do tempo em comportamento sedentário durante a pandemia.

Outro dado relevante da pesquisa mostra que os idosos passaram a adotar mais comportamentos sedentários prolongados, o que é pior para a saúde.

Além disso, verificou-se que essa tendência ao sedentarismo foi maior no final de semana comparado aos dias da semana. De acordo com o professor Eduardo Caldas, esse estudo sugere que “um menor envolvimento em atividades sociais comumente realizadas nos fins de semana, como ir à igreja, brincar com netos, visitar familiares, entre outras, poderia explicar parcialmente um pior comportamento de movimento no fim de semana”.

Essa mesma tendência ao sedentarismo durante a pandemia também foi tratada no artigo Housing type is associated with objectively measured changes in movement behavior during the COVID-19 pandemic in older adults with hypertension: An exploratory study.

Nesse estudo, foi demonstrado que o tipo de moradia influencia no comportamento de movimento dos idosos. Aqueles que moravam em apartamentos e casas geminadas apresentaram maior redução dos níveis de atividade física e aumento no comportamento sedentário comparado aos idosos que moravam em casas.

De acordo com o professor Eduardo Caldas, esse estudo sugere que “em função das limitações de mobilidade em ambiente fora do domicílio, principalmente com aglomeração, o tempo dentro de casa parece ter aumentado”.

Ele explica que “os idosos que moravam em moradias com espaços mais limitados, diante do cenário da pandemia, parecem ter ficado mais vulneráveis às mudanças deletérias no comportamento de movimento”.

O professor ressalta que esses estudos foram realizados a partir da avaliação de cerca de 40 idosos que tiveram seus comportamentos de movimento monitorados durante uma semana por meio de acelerômetros (sensores de movimento).

Os resultados sugerem a necessidade de realizar ações específicas de combate ao sedentarismo entre as pessoas dessa faixa etária, pois elas são mais sensíveis aos efeitos da diminuição da atividade física, o que pode trazer prejuízos à saúde.

 

Deu no Portal da UFRN

Ricardo Rosado de Holanda
Ricardo Rosado de Holanda


Descrição Jornalista