Mesmo com alertas frequentes, o golpe do parente em apuros continua fazendo vítimas no Brasil. A fraude explora medo, urgência e confiança familiar para induzir transferências rápidas de dinheiro, geralmente via Pix.
O mais perigoso é que o golpe não depende de tecnologia sofisticada, mas de reações emocionais previsíveis
Como funciona o golpe do parente em apuros na prática?
O golpe começa com uma mensagem por WhatsApp, SMS ou outro aplicativo. O criminoso se passa por um familiar próximo e afirma estar em uma emergência que exige dinheiro imediato.
As histórias são simples e plausíveis, sempre acompanhadas de pressa e pedidos para não avisar mais ninguém, criando um ambiente emocional que dificulta qualquer checagem.
- Celular quebrado ou número novo
- Problema com banco ou cartão bloqueado
- Acidente leve com gasto inesperado
- Dívida urgente que precisa ser paga na hora

Por que esse golpe funciona tão bem mesmo hoje?
O sucesso do golpe está na manipulação emocional. Ao criar um cenário de urgência, o criminoso reduz o tempo de reação da vítima e impede a verificação racional das informações.
Medo, afeto e confiança automática fazem com que a pessoa aja por impulso, acreditando estar ajudando alguém querido em um momento crítico.
Quem costuma cair mais nesse tipo de golpe?
Idosos e familiares muito próximos costumam ser os mais afetados, pois mantêm contato frequente com filhos e netos e tendem a confiar em pedidos diretos.
No entanto, jovens e adultos também caem, especialmente quando a mensagem envolve alguém com forte vínculo emocional, o que mostra que ninguém está totalmente imune.

Quais são os sinais claros de que pode ser um golpe?
Existem indícios que ajudam a identificar a fraude antes do prejuízo. Quando vários sinais aparecem juntos, o alerta deve ser imediato.
Pedidos urgentes por Pix, recusa em atender ligações, insistência em resolver tudo por mensagem e solicitação de segredo são sinais clássicos desse tipo de golpe.
O que fazer ao receber uma mensagem suspeita desse tipo?
A principal regra é não agir por impulso. Sempre tente confirmar a história por outro canal antes de qualquer transferência.
Ligar para o número original do parente, falar com outro familiar e desconfiar de pedidos feitos apenas por texto são atitudes simples que evitam grandes prejuízos.

