Energia. 16/03/2023 08:00
Pesquisa revela profissões que irão atuar com o hidrogênio verde
Pesquisa identificou que a demanda por profissionais especializados começa nas áreas de engenharia, economia, regulação e legislação

O levantamento, realizado em parceria com o projeto H2Brasil, mapeou profissões para atuação na cadeia de hidrogênio verde no Brasil.
A transição para uma economia de baixo carbono já demonstra impactos no mercado de trabalho, é o que aponta o estudo “Mercado de hidrogênio verde e power to X: demanda por capacitações profissionais”, publicado pelo Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial).
O levantamento, realizado em parceria com o projeto H2Brasil, que integra a Cooperação Brasil-Alemanha para o Desenvolvimento Sustentável, mapeou profissões para atuação na cadeia de H2V (Hidrogênio Verde) no Brasil.
“O estudo, baseado em experiências internacionais, é fundamental para identificar e validar as demandas no Brasil”, afirma Markus Francke, diretor do projeto H2Brasil.
Segundo ele, a pesquisa auxilia na formação dos profissionais necessários para o desenvolvimento da indústria de H2V e PtX no país.
De acordo os pesquisadores, entre os profissionais aptos a atuar na cadeia de H2V no Brasil estão engenheiros das mais diversas especialidades (mecânica, química, ambiental e de produção), economistas com experiência em planejamento e gestão e especialistas em regulação e legislação.
Para Glaysson Muller, analista de pesquisa de energia, técnicos de construção de usinas fotovoltaicas e eólicas também devem ser considerados. “Para alimentar o H2V será necessária a construção de novas usinas, promovendo a criação de empregos na área de construção dessas usinas”, ressalta.
Além disso, o especialista pontua que a área portuária também pode sofrer grandes impactos, já que uma grande quantidade de hubs de produção de H2V se encontram nessas áreas.
“A área portuária pode ter novos investimentos, tornando-os mais modernos para receber empresas próximas que usarão o hidrogênio verde. Até criando uma nova rede de serviços próximos e aumentando a renda da população próxima”, conclui Muller.
Confira a seguir a relação de profissões que deverão atuar no mercado de H2V:
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Devido à disponibilidade de vento e sol, o Brasil é considerado um dos países com maior potencial de geração de energia elétrica renovável do mundo e, portanto, oferece excelentes condições de produção de H2V e PtX — processo de conversão de energia elétrica (power) para outro vetor energético (x).
Nesse caso, o hidrogênio verde, a partir da eletrólise da água, além de outros produtos derivados do H2V, como Amônia Verde e Combustíveis Sintéticos.
A transição energética justa engloba mudanças econômicas e sociais, abrangendo o crescimento de energias sustentáveis e a descentralização da matriz energética.
A partir desse contexto, os profissionais que atuarão nesse mercado devem dominar: a estrutura geral de funcionamento do setor energético; conhecimento de mercado; arcabouço regulatório; ferramentas computacionais e capacidade analítica de dados, além de estarem atentos aos impactos da inteligência artificial no setor elétrico.
O projeto H2Brasil integra a Cooperação Brasil-Alemanha para o Desenvolvimento Sustentável e é implementado pela GIZ (Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit) GmbH e pelo MME (Ministério de Minas e Energia) com apoio do BMZ (Ministério Federal da Cooperação Econômica e Desenvolvimento) da Alemanha.
O objetivo principal do H2Brasil é apoiar a expansão do mercado de H2V no país, por meio de incentivos à pesquisa, troca de informações entre universidades brasileiras e alemãs, promoção de projetos de inovação e novas tecnologias, estudos de certificação e regulamentação com foco no H2V e promoção de cursos de capacitação profissional.
O Senai lançará, no segundo semestre deste ano, a primeira pós-graduação em H2V e PtX da rede, pelo Senai Cimatec, na Bahia, juntamente com um centro de excelência localizado no Rio Grande do Norte e mais cinco laboratórios regionais (Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Bahia e Ceará) voltados para a educação profissional e superior nesse novo setor.
“Não teremos um curso técnico de hidrogênio verde, mas uma especialização, para que uma pessoa formada em eletrotécnica, por exemplo, seja especializada na temática”, exemplifica o superintendente de Educação Profissional e Superior do Senai, Felipe Morgado.
Deu no Diário Solar

Descrição Jornalista
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