Energia. 28/04/2025 14:34
Entenda fenômeno atmosférico que levou a apagão na Europa

O apagão de grandes proporções que atingiu vários países da Europa nesta segunda-feira (28/4) foi causado por um raro fenômeno atmosférico, segundo a operadora portuguesa de energia.
“Devido a variações extremas de temperatura no interior de Espanha, verificaram-se oscilações anômalas nas linhas de muito alta tensão (400 kV), um fenômeno conhecido por vibração atmosférica induzida”, informou a REN em nota oficial.
As oscilações deste tipo causaram falhas de sincronização entre os sistemas elétricos, desencadeando um efeito em cascata de falta de energia na infraestrutura europeia, que é altamente interligada.
O céu, antes de se formarem as descargas elétricas, acaba se ionizando e criando uma tensão. O raio, ao cair, é justamente uma liberação desta tensão. Entretanto, em alguns casos pode ocorrer o efeito corona, em que se formam pequenas descargas elétricas incapazes de liberar a energia acumulada.
A vibração atmosférica induzida é formada pela presença destas moléculas de energia ionizada e altamente tensas perto dos condutores de alta tensão. Esse processo gera forças eletro-hidrodinâmicas que agitam o ar ao redor dos cabos e podem alterar a forma que a energia é transmitida.
Em determinadas condições — como umidade elevada ou superfícies metálicas ásperas — essas forças criam oscilações de baixa frequência, de 0,1 a 10 Hz. O fenômeno, embora de baixa amplitude, pode comprometer a integridade de componentes elétricos em casos raros.
Esse tipo de oscilação resulta exclusivamente da interação entre campo elétrico e atmosfera. Os efeitos mais comuns incluem zumbido audível próximo às linhas elétricas, degradação do material condutor e perda de sincronização entre sistemas.
Relatórios preliminares indicam que as oscilações iniciaram em pontos isolados, mas rapidamente afetaram as linhas transfronteiriças. Esse tipo de falha exige desligamento controlado de segmentos para evitar sobrecarga e danos permanentes a equipamentos.
Especialistas explicam que o diferencial-integral das pressões instantâneas envolvidas nesses eventos pode ser lido por algoritmos avançados, capazes de medir e filtrar sinais. No entanto, a resposta operacional depende de análise em tempo real e sincronização precisa.
O aumento da frequência de variações térmicas bruscas na Península Ibérica tem sido observado por meteorologistas e operadores do setor. Essas alterações criam gradientes de temperatura que podem intensificar o risco de fenômenos como o registrado nesta segunda.
Técnicas de mitigação incluem o uso de condutores polidos ou revestidos para evitar ser afetado pelo efeito corona. Mesmo com essas precauções, eventos atípicos seguem sendo desafios para a engenharia de redes elétricas.

Descrição Jornalista
Botafogo fecha 2026 com pior aproveitamento em clássicos na era SAF
10/10/2026 13:15
📊 Pesquisa Datafolha para presidente e governadores de SP, RJ, MG, PE e DF
02/10/2026 05:38 186 visualizações
‘Estamos elaborando mandado de segurança para adiar eleições’, afirma Augusto Cury
02/10/2026 16:26 181 visualizações
Ministério dos Transportes prepara licitação para duplicar três novos trechos da BR-304
04/10/2026 04:44 155 visualizações
Josimey Costa apresenta ‘Quase conto’ – a literatura que se lê com os olhos
01/10/2026 16:45 146 visualizações
Allyson Bezerra (União) diz que vai ‘juntar as forças’ após avançar ao 2º turno no RN
05/10/2026 05:12 134 visualizações
Lula diz que discute com BC proibir bancos de dar mais de um cartão de crédito por pessoa
02/10/2026 10:03 129 visualizações
Após 8 anos de disputa, passageiro recebe indenização por mala perdida e o valor chama atenção
03/10/2026 20:31 120 visualizações
Fachin endurece regras contra brechas que burlam sorteio de relatores em processos
02/10/2026 15:25 118 visualizações
02/10/2026 14:41 117 visualizações
‘Cala a boca, Janja’, diz mãe de Nikolas, ‘mexeu com o piá errado’ de 3,1 milhões de votos
05/10/2026 06:52 116 visualizações