FatorRRHFatorRRH — por Ricardo Rosado

Corrupção 12/01/2026 14:21

Empresa de ‘Careca do INSS’ pagou R$ 700 mil a ministra do STM

Empresa de ‘Careca do INSS’ pagou R$ 700 mil a ministra do STM

Antônio Carlos é denominado como principal articulador do esquema de descontos indevidos a aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e está preso em Brasília decorrente da operação “Sem Desconto”.

O pagamento é relatado em um dos Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) elaborados pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e encaminhados ao colegiado da CPMI do INSS, conforme informou o portal Metrópoles.

Segundo os relatórios, o pagamento foi feito pela firma ACX ITC Serviços e Tecnologia S/A. O período analisado no relatório é referente a outubro de 2024 a fevereiro de 2025, sendo o pagamento vigente antes que Verônica tomasse posse como ministra do STM.

O pagamento foi realizado em parcela única e destinado ao escritório da ministra. A reportagem afirma que não encontrou registros de atuação do escritório em processos a favor da ACX ITC ou em outra empresa de Antônio Carlos.

Paulista de 41 anos, Verônica foi indicada por Lula (PT) ao cargo em setembro do ano passado. Sterman já teve como clientes aliados do petista, sendo eles a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffman, e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Ambos já chegaram a apoiar o nome de Verônica ao cargo de desembargadora do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, em São Paulo.

O relatório mostra que o pagamento foi feito a uma conta da ACX no Banco do Brasil, registrada em São Caetano do Sul, em São Paulo. No período analisado, a conta movimentou cerca de R$ 266,6 milhões.

Em nota, a ministra afirma que o pagamento que recebeu do “Careca do INSS” foi em favor de serviços prestados à empresa e que não tem vínculo algum com o empresário.

“Em relação ao questionamento apresentado, a ministra do Superior Tribunal Militar Verônica Sterman informa que desconhece que a empresa mencionada pertença ao empresário citado e que não mantém qualquer relação com ele”, disse ela, em nota.

“A magistrada esclarece ainda que, à época em que exercia a advocacia, foi consultada por essa empresa exclusivamente sobre a possibilidade de elaboração de três pareceres jurídicos, todos relacionados a temas de natureza criminal vinculados às atividades então desenvolvidas pela contratante”, diz o texto.

Deu em Diário do Poder
Ricardo Rosado de Holanda
Ricardo Rosado de Holanda


Descrição Jornalista