Artigo 17/02/2024 07:55
Educação de qualidade, desafio prioritário, por Roberto Serquiz
Os desafios são imensos, sobretudo, nos tempos atuais, mas os resultados desejados são necessários para termos um País melhor, consequentemente, nosso Estado e Município.

Por Roberto Serquiz, industrial, Presidente do Sistema FIERN*
Existem frases prontas que, não raro, são tão repetidas que terminam como “clichês”. Ora, a educação é importante e a grande maioria reconhece.
Como também recepciona a afirmação de que sem educação não haverá desenvolvimento. Direto ao ponto: a educação é uma coluna estruturante, sob qualquer aspecto, da vida em sociedade.
Mas, mesmo com tanto reconhecimento, falta muito para chegarmos onde desejamos chegar através do fortalecimento da educação, especialmente, através da escola pública. Começamos a caminhar, mas precisamos melhorar a velocidade.
Os desafios são imensos, sobretudo, nos tempos atuais, mas os resultados desejados são necessários para termos um País melhor, consequentemente, nosso Estado e Município.
Neste sentido, alguns recortes de pesquisas feitas. De início, um estudo do IPEA (instituto de pesquisa econômica aplicada), ainda em 2016, que afirmou “Para cada 1% a mais de jovens nas escolas brasileiras, a taxa de homicídios cai 2% nos municípios”.
Também é consenso, pelo acúmulo de pesquisas, que o quanto mais tempo na escola, melhor será a remuneração como profissional.
O INSPER, em 2018, fez esta análise e publicou que “um trabalhador com ensino superior completo recebe cerca de 5,7 vezes o rendimento de uma pessoa com até um ano de estudo aqui no Brasil”.
A educação, portanto, é tão relevante que oferece ao educando um propósito de vida!
Está em vigência no País um Plano Nacional de Educação.
As metas foram definidas em 2014 e estão sendo acompanhadas por órgãos públicos e várias iniciativas da sociedade civil organizada.
Todas as metas merecem atenção, contudo, uma, dentre outras, é ainda mais desafiadora: garantir que 85% dos jovens de 15 a 17 anos estejam no ensino médio. No observatório dos indicadores, no ano 2020, chegamos a 75% no Brasil. Precisamos avançar!
Um outro dado muito desafiador, relacionado ao Rio Grande do Norte, consolidado pelo movimento “todos pela educação” é em relação a aprendizagem adequada da Língua Portuguesa e Matemática.
Relacionado ao ensino médio, somente 1,7% entre alunos de escolas públicas e 28,6% entre os de escolas privadas alcançaram, como diz a pesquisa, a aprendizagem adequada em matemática.
No Sistema FIERN, contribuímos com a melhoria da educação em diferentes frentes. No SENAI, com o lançamento da primeira Faculdade do país com foco na formação para energias renováveis, a FAETI, que começa a operar em março a sua primeira turma.
Já no âmbito do SESI, começamos o ano de 2024 com cerca de 2 mil matrículas nas SESI Escolas de São Gonçalo do Amarante, Mossoró e Macau; com o intercâmbio com o SESI São Paulo, estruturas físicas e material didático renovados.
E principalmente: começamos o novo ano letivo cheios de entusiasmo para fazermos o melhor pela educação que, também para nós, é eficaz, importante e prioritária.
Fonte: blogdajuliska.com.br

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