Eleições 20/07/2025 07:49
Eduardo Bolsonaro: “Se Brasil não resolver crise, não haverá eleição em 2026”

Em entrevista à CNN na última sexta-feira (18/7), o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro se manifestou acerca do processo de julgamento do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e das tarifas de Donald Trump sobre o Brasil, influenciadas pela defesa do representante americano ao antigo chefe de Estado brasileiro.
O parlamentar, que se encontra nos Estados Unidos, garantiu que “não haverá recuo” da parte do republicano em relação à medida tarifária, que seria “única esperança” para garantir à oposição as eleições de 2026.
Perguntado sobre o fato de a popularidade de Lula ter subido depois dos pronunciamentos e medidas de Trump em apoio a Jair Bolsonaro, o deputado federal afirmou não estar preocupado com as próximas eleições.
“Se o Brasil não resolver nos próximos meses ou próximas semanas essa crise institucional, não haverá eleição em 2026”, disse. “Eu não estou preocupado com popularidade. É 100% vitória ou 100% derrota. E eu tenho certeza (de que) se nós saímos vitoriosos — eu creio, tenho fé em Deus que sairemos —, a gente recupera essa popularidade em um ou dois dias.”
Segundo Eduardo, a preocupação diz respeito a chegar em uma eleição “sem Bolsonaro poder concorrer” e sem ele, “que muitos dão como certo um senador por São Paulo”, poder retornar ao Brasil.
Ele afirma que o país terá a “oposição varrida das eleições de 2026” por Alexandre de Moraes “se a única esperança que está surgindo agora com os Estados Unidos não der certo”.
E reforça: “É por isso que não haverá recuo, e o nosso aliado é muito forte, o Trump não vai recuar diante de Alexandre de Moraes”.
O parlamentar reitera que não quer chegar ao ponto em que “Trump não reconhecerá uma eleição sem a participação de Jair Bolsonaro” — inelegível até 2030 — e chamou as próximas semanas de “decisivas”.
“A crise econômica, com Bolsonaro preso ou não, vai se agravar”, garante.
“O Brasil, para solucionar isso, só tem uma maneira: segurando o ímpeto de Alexandre de Moraes. Leiam a carta de Trump (…). Por isso que eu tenho falado: olha, a melhor sinalização é uma anistia ampla, geral e irrestrita (no processo de julgamento da tentativa de golpe de Estado).”
Ele reforça que o país “tem um momento crucial para decidir se vai ter um tratamento definitivo de Venezuela ou se vai se alinhar com as potências democráticas do mundo”; e reiterou: “Não é culpa minha, eu não estou fazendo nada, eu só levo os fatos aqui”.
Eduardo ainda comenta que o pai e o restante dos apoiadores dele são “pessoas honestas” e não deveriam estar sendo investigados.
“Espero que Deus ilumine a cabeça das autoridades brasileiras, principalmente da elite econômica, que tem muito poder, para que façam pressão nas pessoas corretas, notoriamente Alexandre de Moraes, e a gente consiga mudar esse cenário atual. Dos Estados Unidos, não falo em nome de ninguém, mas posso garantir: não haverá recuo. Se tudo der errado, pelo menos nós já estaremos vingados.”
Apesar de esclarecer que não fala pelo líder do país em que está no momento, o filho “03” afirmou que a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que impôs ao ex-governante uma tornozeleira eletrônica, não fará com que os EUA recuem com o plano econômico — descrito pelo governo brasileiro, na última quinta (17/7), como “chantagem inaceitável”.
Ele definiu as medidas impostas ao pai, que incluem também proibição de contato entre eles, como “muito mais do que lamentável” e “repugnante”.
De acordo com Eduardo, a decisão de Moraes reforçaria uma “ditadura” que o Brasil estaria vivendo. “Não dá mais para tratar isso aí como democracia”, disse o parlamentar licenciado.
Segundo ele, o pai está vivendo como se estivesse em regime semiaberto, em prisão domiciliar, antes mesmo da condenação; e reforça que as medidas impostas pelo magistrado teriam por objetivo humilhar a família Bolsonaro.
Sobre a pressão externa no julgamento, o deputado federal licenciado ironiza que aprendeu com Moraes “que não se deve recuar mediante chantagem”; e que agora o ministro “está encontrando uma pessoa maior do que ele para bater de frente”, referindo-se ao presidente dos Estados Unidos, a quem agradeceu por “comprar essa briga”.
“Os senhores acreditam em Alexandre de Moraes, tendo como coadjuvante Lula, para conseguir fazer o Trump recuar?”, indagou. Ele apela, então, para as “elites brasileiras”, para que “o Brasil (não) vire uma Venezuela” a partir da ameaça americana:
“Eu quero saber dos senhores, que têm grande parcela de poder nacional, se os senhores concordam com isso que está acontecendo ou se vão segurar Alexandre de Moraes”.
Embora admita que as tarifas não façam parte de um “cenário ideal” e que desde o início tenha advogado “por sanções individuais” contra o ministro do STF, Eduardo diz que “essas tarifas são a única novidade que está fazendo o sistema repensar” e as define como “a única alternativa e fina esperança” que resta.
“Eu não tenho como criticar o Donald Trump se ele escolheu, dentre as cartas que tinha à sua mesa, a tarifa”, afirma. “Lamento que o povo brasileiro inteiro possa vir a pagar essa conta.”
Apesar de Lula ter afirmado buscar negociação com o país norte-americano por meio de carta enviada em maio e mais de dez reuniões a respeito da troca comercial, o parlamentar diz que o governo não teria procurado “nenhuma porta de entrada junto” ao governo americano.
“O Brasil não se dá ao respeito”, afirma.
“Não tem como você achar que o Brasil não vai sofrer consequências se aliando a todo o tipo de escória mundial. O cenário que a gente está vendo hoje é fruto da perseguição política e de um governo acéfalo.”
Eduardo garante que não mediou, na Casa Branca, possível oferta de asilo político ao ex-presidente brasileiro, e afirma que não está nos Estados Unidos “para defender Jair Bolsonaro”.
Para ele, o pai é “só mais um dos perseguidos” de uma crise institucional vivida pelo país sul-americano. “É claro que ele tem muita notoriedade, porque ele lidera o movimento”, diz.
“Querem calar muitas pessoas no Brasil, o Bolsonaro só está no meio do caminho.”
Deu em Correio Braziliense

Descrição Jornalista
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