Sem categoria 23/09/2013 14:14
E se Rosalba tiver razão?
Hoje pela manhã, em encontro casual, estive diante de um Desembargador, um deputado e um ex-presidente da Assembleia Legislativa.
Vi que era uma boa hora para fazer uma provocação saudável, diante do bate papo amigável, a respeito da crise atual no RN.
– Quero fazer uma pergunta a vocês:
E se Rosalba tiver razão?
A ideia era estimular um debate mais razoável sobre o momento vivido, sem abstrair as dificuldades políticas, de gestão, de prioridades, mas colocando os RN no centro do palco.
Veio uma reação em cadeia, cada um com seus argumentos.
Um saltou e disse que não aceitava ser responsabilizado pela crise em função das suas propostas orçamentárias.
Outro já foi logo desqualificando, afirmando que “você não nega que é Rosado”.
E ainda um arremate do segundo:
– Você não acha um absurdo gastar mais de R$ 20 milhões em propaganda?, tentando me inibir pelo fato de ser da área publicitária e atender contas públicas através de uma empresa onde sou um dos sócios.
Deixei claro que o debate tem que ser amplo e sem corporativismo. Neste meio ambiente não há como deixar de fora qualquer tema, inclusive o da publicidade oficial.
Argumentei que este debate, a respeito da crise de Estado, deveria anteceder a própria eleição de 2014.
Os candidatos devem ter a clareza de que a situação não ocorre somente pela vontade de um, ou pela má gestão, por um relacionamento difícil entre aliados políticos.
Que a crise não é obra de um solista, de um governo ou de uma personalidade.
Que há fatos concretos, efetivados por governos anteriores e tornados agudos atualmente, deixando o RN em estado terminal.
Aí a conversa já ia franca e produtiva, com espíritos desarmados e cada um assumindo um pouco da necessidade de debater melhor o RN.
Surgiram várias “causas” da crise além da falta de melhor articulação com a sociedade e com os demais poderes.
Disse que uma grande hora é agora, quando a Assembleia Legislativa começa a discutir o Orçamento Geral de 2014.
Pude anotar a origem de algumas dificuldades:
1- O Plano de Cargos e Salários pra 14 categorias de servidores públicos, ao mesmo tempo e sem previsão orçamentária, foi apontado como o sintoma mais grave da crise;
2 – Os orçamentos aloprados dos poderes e órgãos coligados mantendo privilégios. Surgiu na conversa o termo auxílio-paletó e a reação do Desembargador foi rápida.
Olhou para os deputados e disparou: “vocês receberam em 3 parcelas. O PAE nosso está sendo pago a perder de vista”.
Um dos deputados mandou de volta argumentando a legalidade do pagamento. No que o Desembargador concordou.
3- A decisão do Governo em gastar na Construção do Arena das Dunas, deixando para os futuros governos a obrigação de pagar;
4- As dificuldades de vencer o corporativismo do servidor público, citando a questão dos médicos.
Ao final, com sinceridade, todos concordaram que está na hora de pensar mais e melhor o RN.
O assunto ainda inspira mais emoção do que razão.
Mas é preciso alguém começar a falar mais sério, sem paixão partidária ou discurso eleitoral flácido e oportunista.

Descrição Jornalista
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