O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou neste sábado, 1º, que o apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é essencial para a Ucrânia. As declarações foram feitas um dia após um bate-boca entre os dois líderes durante encontro na Casa Branca.
Em publicação no X, Zelensky afirmou que, embora Trump também deseje o fim da guerra, a Ucrânia é quem mais anseia pela paz.
“Somos muito gratos aos Estados Unidos por todo o apoio. Sou grato ao presidente Trump, ao Congresso por seu apoio bipartidário e ao povo americano. Os ucranianos sempre apreciaram esse apoio, especialmente durante esses três anos de invasão em grande escala.
A ajuda da América foi vital para nos ajudar a sobreviver, e quero reconhecer isso. Apesar do diálogo difícil, continuamos parceiros estratégicos. Mas precisamos ser honestos e diretos uns com os outros para realmente entender nossos objetivos compartilhados.
É crucial para nós termos o apoio do presidente Trump. Ele quer acabar com a guerra, mas ninguém quer a paz mais do que nós. Somos nós que vivemos esta guerra na Ucrânia. É uma luta pela nossa liberdade, pela nossa própria sobrevivência”, disse o líder ucraniano.
Trump chegou a afirmar, em uma publicação nas redes sociais, que o presidente ucraniano havia “desrespeitado” os Estados Unidos em sua visita à Casa Branca.
Durante a reunião, Trump pressionou Zelensky a aceitar uma trégua com Vladimir Putin, ameaçando retirar o apoio dos EUA caso a paz não fosse aceita.
O presidente ucraniano, por sua vez, criticou duramente Putin, chamando-o de “assassino” e “terrorista”, o que intensificou ainda mais o clima de tensão.
O clima tenso da visita, que resultou na interrupção da entrevista coletiva de Zelensky, expôs as dificuldades nas relações entre os dois países, com Trump deixando claro seu alinhamento com a visão de Putin sobre o conflito.
Europa reage
Diversos líderes de países europeus demonstraram apoio a Zelensky após a discussão televisionada com Trump.
“Há um agressor: a Rússia. Há um povo sob ataque: a Ucrânia. Fizemos bem em ajudar a Ucrânia e sancionar a Rússia há três anos e continuaremos a fazê-lo”, escreveu o presidente francês Emmanuel Macron.
“Somos americanos, europeus, canadenses, japoneses e muitos outros. Obrigado a todos que ajudaram e continuam. E respeito àqueles que lutam desde o começo. Porque eles estão lutando por sua dignidade, sua independência, por seus filhos e pela segurança da Europa”, acrescentou.
“Sua dignidade honra a bravura do povo ucraniano. Seja forte, seja corajoso, seja destemido. Você nunca está sozinho, caro presidente Zelensky. Continuaremos trabalhando com vocês por uma paz justa e duradoura“, disse a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
“Caro Zelensky, queridos amigos ucranianos, vocês não estão sozinhos“, escreveu o primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk.


