FatorRRHFatorRRH — por Ricardo Rosado
PMN – 01 ano – 0502 a 0503

Saúde 13/02/2026 09:45

Dor no joelho pode virar dinheiro: benefício paga até R$ 1.621 todo mês

Dor no joelho pode virar dinheiro: benefício paga até R$ 1.621 todo mês

Muitos homens convivem diariamente com dor intensa no joelho, dificuldade para andar, subir escadas ou permanecer em pé por longos períodos, sem imaginar que essa condição pode gerar direito a um benefício mensal pago pelo INSS, mesmo sem nunca ter contribuído.

O que pouca gente sabe é que, em determinadas situações, essas limitações podem ser reconhecidas legalmente como deficiência de longo prazo, abrindo caminho para o Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS).

O BPC é um benefício assistencial garantido pela Constituição Federal, voltado a pessoas em situação de vulnerabilidade social que enfrentam impedimentos físicos duradouros ou têm idade avançada.

Diferentemente da aposentadoria, ele não exige contribuições ao INSS, o que o torna uma alternativa essencial para quem nunca teve carteira assinada ou perdeu a capacidade de trabalhar ao longo da vida.

Dor no joelho: quando a limitação vai além do diagnóstico

Foto: iStock

Para o BPC/LOAS, o fator decisivo não é apenas a doença, mas sim o impacto real da condição na vida diária. Ou seja, o foco da análise está em como a dor ou limitação no joelho interfere na autonomia da pessoa.

Se a condição dificulta andar por curtas distâncias, subir ou descer escadas, ficar em pé por muito tempo, exercer atividade profissional ou até sair de casa com segurança, essa situação pode ser caracterizada como deficiência, desde que seja duradoura e comprovada tecnicamente.

Problemas como artrose avançada, lesões ligamentares, sequelas de acidentes, desgaste severo da articulação, necessidade de cirurgia ou uso contínuo de órteses e bengalas costumam reforçar esse enquadramento.

Documentação médica é essencial para o pedido

A concessão do Benefício de Prestação Continuada depende da apresentação de documentação médica detalhada e atualizada. Quanto mais completo o conjunto de provas, maiores são as chances de reconhecimento do direito.

Entre os documentos mais importantes estão:

  • Laudo médico do ortopedista, com indicação do CID e descrição clara das limitações funcionais.
  • Exames de imagem, como raio-X, ressonância magnética ou ultrassom.
  • Relatórios de fisioterapia, mostrando perda de mobilidade ou dor persistente.
  • Receitas de medicamentos contínuos.
  • Prontuários médicos e indicação de cirurgia, prótese, órtese ou uso de bengala.

Esses registros ajudam a demonstrar que a limitação não é temporária e compromete a vida cotidiana.

Quem pode receber o BPC e qual é o valor

O BPC é pago pelo INSS no valor de um salário mínimo por mês e pode ser concedido a:

  • Pessoas com deficiência de longo prazo;
  • Idosos com 65 anos ou mais;
  • O benefício não gera 13º salário, mas garante renda fixa mensal para subsistência.

Importante destacar que o recebimento não é impedido se:

  • O cônjuge recebe aposentadoria de até um salário mínimo;
  • Alguém da família trabalha registrado ganhando até esse valor;
  • A família recebe Bolsa Família;
  • Mais de uma pessoa da mesma casa solicita o BPC, desde que cumpra os requisitos.

Renda familiar e decisões da Justiça

A legislação estabelece um limite de renda por pessoa da família, mas, na prática, a Justiça tem flexibilizado esse critério.

Em muitos casos, o benefício é concedido mesmo quando a renda ultrapassa o limite legal, desde que fique comprovada a vulnerabilidade social.

Gastos elevados com medicamentos, tratamentos, alimentação especial, aluguel ou moradia precária costumam ser considerados na análise.

Informação pode ser o passo que falta para garantir o direito

Homens que enfrentam limitações severas no joelho e vivem em situação financeira difícil muitas vezes têm direito ao BPC, mas deixam de solicitar o benefício por desconhecimento das regras.

Buscar informação correta, reunir documentação médica adequada e entender que o foco está no impacto da condição na vida diária pode fazer toda a diferença. Em inúmeros casos, o direito existe, só precisa ser reconhecido.

Deu em Capitalist
Ricardo Rosado de Holanda
Ricardo Rosado de Holanda


Descrição Jornalista