FatorRRHFatorRRH — por Ricardo Rosado

Segurança 01/05/2024 06:50

Dois presos fogem de penitenciária na Grande Natal

Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), detentos que fugiram trabalhavam em obra da Penitenciária Estadual Rogério Coutinho Madruga, que fica no Complexo de Alcaçuz, palco de massacre em 2017.

Dois presos fogem de penitenciária na Grande Natal

Dois presos fugiram nesta terça-feira (30) da Penitenciária Estadual Rogério Coutinho Madruga, que fica no Complexo de Alcaçuz, em Nísia Floresta, na Grande Natal.

A informação foi confirmada pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap).

De acordo com a pasta, as forças de segurança foram mobilizadas para recapturar os detentos, mas até a atualização mais recente desta reportagem eles seguiam foragidos.

Os fugitivos, segundo a Seap, são:

  • Gustavo da Rocha Dias, 30 anos; e
  • Ricardo Campelo da Silva, 43 anos.

A Seap informou ainda que os fugitivos são dois internos “qualificados para serviços”, como são chamados os “presos de confiança”.

Segundo o secretário de Administração Penitenciária (Seap), Helton Edi Xavir, os dois estavam trabalhando em uma obra no presídio atualmente.

Penitenciária Estadual Rogério Coutinho Madruga, em Nísia Floresta, na Grande Natal — Foto: Pedro Trindade/Inter TV Cabugi

Penitenciária Estadual Rogério Coutinho Madruga, em Nísia Floresta, na Grande Natal — Foto: Pedro Trindade/Inter TV Cabugi

“Esses detentos são trabalhadores há mais de dois anos. Não tinham o mesmo tratamento dos presos convencionais, haja vista que ajudavam na manutenção da unidade, nos serviços elétricos há mais de dois anos. A gente fica até surpreso com essa fuga”, disse.

A Secretaria comunicou também que iniciou a apuração das circunstâncias da fuga, mas não informou como a fuga ocorreu e nem o horário. O secretário Helton Edi Xavier disse ainda não saber se a guarita que fica próxima de onde os presos fugiram tinha algum policial penal.

“Por onde eles fugiram a gente também ainda está analisando as imagens, mas a guarita daqui depende do efetivo. Tem dias que as guaritas estão habitadas e tem dias que não. Não sei dizer se estavam habitadas”, disse.

Segundo a Seap, informações que possam levar a recaptura dos foragidos devem ser repassadas através do Disque Denúncia 181 ou pelo 190.

A fuga mais recente no complexo penitenciário de Alcaçuz havia ocorrido em julho de 2021, quando 12 presos escaparam do presídio.

Caminho da fuga

O comandante da Polícia Militar do RN, Coronel Alarico Azevedo, disse que os presos utilizaram uma bicicleta após fugirem da unidade prisional.

Uma moradora da região próxima à penitenciária, na comunidade de Alcaçuz, confirmou que teve uma bicicleta furtada na casa por volta das 12h. A bicicleta foi abandonada em uma área de mata.

A presidente do Sindicato dos Policiais Penais do RN, Vilma Batista, disse que no momento da fuga os presos estavam dentro da oficina. “O oficial foi fazer outro serviço e deixou eles dentro da oficina. Tinham todo o aparato”, disse.

“Eles serraram o cadeado da cela, entraram na guarita, e serraram o cadeado da guarita. E já estavam fora da unidade. Conseguiram adentrar na vila [comunidade de Alcaçuz] e conseguiram uma bicicleta”, completou.

Fuga de presídio federal

Neste ano, o Rio Grande do Norte foi palco da primeira fuga registrada em um presídio do sistema de segurança federal no Brasil, que ocorreu em Mossoró na madrugada do dia 14 de fevereiro, na Quarta-feira de Cinzas.

Deibson Nascimento e Rogério Mendonça ficaram 50 dias foragidos e foram recapturados no Pará, na cidade de Marabá, que fica a 1,6 mil km de distância de Mossoró, de onde eles fugiram. A recaptura foi feita por policiais federais e rodoviários federais.

Deu em G1/RN

Ricardo Rosado de Holanda
Ricardo Rosado de Holanda


Descrição Jornalista