Dinheiro 06/10/2021 08:45
Defesa diz que Guedes vai esclarecer offshore à PGR e ao STF
Os advogados do ministro da Economia informaram que vão protocolar, "de forma voluntária", petições na PGR e no STF para explicar o caso

Os advogados do ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmam nesta terça-feira (5/10) que o ministro não fez saques ou depósitos de offshore desde que assumiu o cargo no governo de Jair Bolsonaro, em janeiro de 2019.
A existência de uma empresa no exterior mantida pelo economista foi revelada na série de reportagens do Pandora Papers, do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos.
“Documentos demonstram que não houve qualquer remessa ou retirada de valores para o exterior da companhia mencionada, desde quando Paulo Guedes assumiu o cargo de ministro da Economia, sendo certo que este jamais se beneficiou no âmbito privado de qualquer política econômica brasileira”, diz trecho da nota.
Os advogados Ticiano Figueiredo e Pedro Ivo Velloso disseram ainda que vão protocolar, de forma voluntária, petições na Procuradoria-Geral da República (PGR) e no Supremo Tribunal Federal (STF) “esclarecendo de forma definitiva” que o ministro jamais atuou ou se posicionou de forma a colidir interesses públicos com privados.
Segundo as reportagens, publicadas no país pelo Metrópoles, pela revista Piauí, pela Agência Pública e pelo site Poder360, Paulo Guedes, enquanto era sócio da Bozano Investimentos, fundou a Dreadnoughts International, nas Ilhas Virgens Britânicas.
“Com relação à empresa Dreadnoughts, os documentos que serão protocolados deixam claro que o ministro desde dezembro de 2018 se afastou da sua gestão, não tendo qualquer participação ou interferência nas decisões de investimento da companhia”, continua o texto da defesa.
A PGR informou, nessa segunda-feira (4/10), que decidiu abrir uma investigação preliminar sobre a empresa do ministro da Economia. Com esse procedimento, o órgão deve solicitar informações a Guedes sobre os ativos mantidos no exterior. Depois disso, deve avaliar se há indícios de crimes, que justificariam pedido de abertura de inquérito, ou se é o caso de arquivamento.
Segundo a defesa, toda a documentação e informação pessoal do ministro foi enviada à Comissão de Ética Pública e demais órgãos competentes, no início do mandato, “os quais jamais viram qualquer conflito com o exercício do cargo”.
Deu em Metrópoles

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