Golpes 14/01/2024 09:25
Cuidado: Ao atender uma ligação de vídeo você corre grandes riscos
Por meio da chamada de vídeo, criminosos buscam captar imagens de pessoas desatentas para aplicar golpes virtuais e utilizar os registros em sites ou aplicativos quando a biometria facial é solicitada.

A chamada de vídeo encurtou distâncias e aproximou pessoas, principalmente durante a pandemia.
Desde então, passou a ser usada no dia a dia de muita gente, seja para fins pessoais ou profissionais.
Este hábito, porém, exige cuidado.
Afinal, se aprendemos com nossos pais a não abrir a porta de casa para estranhos, por que então devemos atender uma chamada de vídeo de um número desconhecido?
Por meio da chamada de vídeo, criminosos buscam captar imagens de pessoas desatentas para aplicar golpes virtuais e utilizar os registros em sites ou aplicativos quando a biometria facial é solicitada.
Há relatos ainda de fraudadores que captam a imagem das vítimas para posteriormente chantageá-las.
Mas como isso funciona? Em linhas gerais, as chamadas de vídeo são gravadas pelo próprio software que faz a ligação, por outras ferramentas presentes no dispositivo ou, até mesmo, por outros dispositivos filmando a tela da chamada.
A partir do arquivo da gravação, é possível, por exemplo, fazer recortes de trechos e salvar imagens de determinados momentos (prática conhecida como snapshot), explica o coordenador das graduações de Tecnologia em Segurança da Informação e Defesa Cibernética do Senac EAD, Evandro Carlos Teruel.
“Uma vez que a chamada de vídeo é gravada, qualquer trecho ou snapshot (momento) do vídeo pode ser obtido e até mesmo melhorado ou alterado com auxílio de ferramentas de inteligência artificial. Desse modo, a ação pode ser usada nos mais diversos contextos, como falsificação de documentos e credenciais de acesso a contas, por exemplo”, detalha Carlos.
Aliás, a imagem é apenas o começo da história, acrescenta Guilherme Bacellar, pesquisador-chefe em cibersegurança.
Com o registro, o fraudador consegue os dados pessoais em um momento posterior, via redes sociais ou outros meios, isso se ainda não os tiver. “A partir daí, ele pode tentar acessar quaisquer serviços que utilizem identificação biométrica facial por meio de aplicativos”, avisa Bacellar.
Com uma foto impressa ou tela de computador, ou celular da vítima, muitas vezes, é possível enganar tecnologias de reconhecimento facial, os quais são mais simples.
“Elas também são facilmente enganadas por vídeos simples, aqueles que podemos conseguir nas redes sociais. Para isso, basta o fraudador apresentar essa foto no momento da captura que o sistema já aceita”, diz Bacellar.
Então como se proteger?
A boa notícia é que tecnologias mais avançadas e poderosas, como a biometria facial, muito usada por bancos e grandes varejistas, já estão em outro patamar. Com isso, funcionam diferenciadamente, garantindo segurança aos usuários.
“Desta forma, não só a imagem é considerada, mas também são observados e calculados pontos biométricos no rosto que é apresentado. Estes pontos são únicos por indivíduo. Assim, além de reduzir drasticamente a possibilidade de a tecnologia confundir duas pessoas, ela também fica menos suscetível a aceitar imagens previamente gravadas”, explica Bacellar.
Virando o jogo
Segundo o especialista, outro passo importante para a proteção dos dados foi a adoção da prova de vida, também conhecida como liveness.
“Essa, sim, foi uma tecnologia que realmente virou o jogo. Ela garante que a imagem que será analisada foi capturada ao vivo, presencialmente em frente à câmera, não permitindo que sejam utilizadas fotos (sejam elas impressas ou em telas) ou vídeos pré-gravados para o processo de autenticação”.
Vale destacar ainda que as empresas precisam seguir a Legislação Geral de Proteção de Dados (LGPD), garantindo a privacidade e proteção de dados dos usuários.
– Não atenda chamadas de vídeo e não encaminhe fotos ou vídeos para pessoas desconhecidas nas plataformas de comunicação como WhatsApp, Telegram, entre outras;
– Controle o nível de exposição de suas fotos em redes sociais, especialmente as selfies nas quais seu rosto está em evidência;
Descrição Jornalista
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