Golpes 31/08/2025 12:03
Crimes virtuais crescem 165% no RN; veja casos e saiba como se prevenir
Os golpes virtuais no Rio Grande do Norte subiram 165% em 2024 em comparação com o ano anterior, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública.
O levantamento apontou que esse foi o maior crescimento percentual desse tipo de crime em todo o país. Ao todo, neste período, foram 5.007 casos registrados no estado.
Dois desses casos recentes foram o do barbeiro Jackson Roberto, que teve um prejuízo de R$ 2,5 mil ao tentar comprar um sofá pela internet, e do comerciário Manoel Luiz da Silva, que tomou um prejuízo de cerca de R$ 4,5 mil na compra de uma moto. (Veja, mais abaixo, detalhes dos dois casos).
Segundo o delegado Felipe Botelho, da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos do RN, os golpistas têm usado cada vez mais detalhes para convencer as vítimas, além de dados pessoais dos compradores, como CPF e endereço, por exemplo.
“As pessoas hoje em dia, com a facilidade da internet, utilizam muito esses pagamentos mais práticos, tipo o PIX ou o boleto, e acreditam logo. Chegou um boleto, só porque no e-mail tem ali banco tal ou instituição tal, como Receita [Federal], Correios, encomenda, a pessoa já pega aquele boleto e paga. E os criminosos estão muito especialistas”, explicou.
“Eles utilizam informações verdadeiras para aplicar golpes. Então, ele sabe o seu nome, ele sabe o seu CPF, seu endereço. Ele vai te abordar com informações verdadeiras”.
O delegado explicou que os crimes virtuais representam uma tendência entre os golpistas.
“O crime está migrando da rua para a internet. Ele acontece em um volume muito grande. Enquanto um ladrão na rua furta de um em um, na internet ele aplica o golpe de volume, várias pessoas caem no golpe de uma vez”, comentou.
Golpes aplicados em potiguares: venda de moto e de móveis — Foto: Cedidas
O barbeiro Jackson Roberto, de Parnamirim, perdeu R$ 2,5 mil após cair em um golpe virtual ao tentar comprar móveis para a nova casa com a esposa.
O caso ocorreu depois que ele encontrou um anúncio de sofá nas redes sociais e entrou em contato com a vendedora, que se passava por uma comerciante legítima.
O golpe incluiu o envio de fotos do sofá sendo transportado e contatos com um suposto frete, que também seria parte do esquema.
“Ela mandou para mim vídeos, fotos de tudo, placa de caminhão, tudo, dizendo que tinha colocado as coisas no caminhão. Mostrou vídeo, foto”, contou Jackson.
O barbeiro acabou convencido a comprar outros itens, como máquina de lavar, mesa e guarda-roupa, produtos que a suposta vendedora disse que também estava vendendo com desconto.
Após realizar o pagamento via PIX, no entanto, ele não conseguiu mais contato com os golpistas.
“Eu fui tentar entrar em contato com as pessoas, inclusive o frete. Tentei entrar em contato com ele, com ela. Quando eu fui ver, o número já estava bloqueado, já não tinha mais nada”, disse.
Sofá anunciado pela golpista era objetivo da compra inicial de Jackson e a esposa — Foto: Cedida
Outro morador de Parnamirim também caiu em um golpe semelhante. O comérciário Manoel Luiz tentou comprar uma moto por meio de uma suposta loja localizada em Patos, na Paraíba. A negociação também foi feita pelas redes sociais.
O golpista enviou imagens da moto e mantinha uma conversa aparentemente profissional. Manoel fez duas transferências via PIX e só depois percebeu que havia sido enganado.
“Eu entrei em contato com o pessoal e, depois de muita conversa, acabei me comovendo com a situação, fiz um PIX no valor de R$ 2,5 mil. Eles não quiseram entregar essa moto, porque, segundo ele, a tesoureira estava procurando uma situação barata para vir para cá, para fazer essa entrega”, disse.
“Aí me pediram mais de R$ 2 mil. Com muita conversa, depois de algumas várias horas, eu acabei cedendo esse valor: mais R$ 2 mil num valor total de R$ 4,5 mil”, completou.
O delegado Felipe Botelho, da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos, alerta que nesse tipo de negociação, as transações pela internet só devem ser realizadas depois que o comprador tiver acesso ao produto.
“É normal uma transação feita pela internet, mas aquele pagamento que você vai fazer, faça só depois que você estiver com o bem, tiver acesso ao bem, para que não aconteça o que acontece sempre: que a pessoa paga, e logo depois o golpista some”, explicou.
Ele recomenda desconfiar de ofertas de outros estados, de vendedores que não se mostram pessoalmente e de valores muito abaixo do mercado.
“Desconfiar sempre, ainda que o preço esteja ali aproximado ou não nessas ofertas incríveis que aparecem. Mas sempre desconfiar, principalmente quando uma pessoa não está querendo se mostrar ali pessoalmente”, completou.
Em caso de cair no golpe, a recomendação é tentar, primeiro, acionar a instituição financeira, recomenda o delegado.
“Se a pessoa acabou de cair no golpe, o primeiro passo é procurar a instituição financeira para tentar bloquear ou restringir o valor e depois registrar a ocorrência na polícia”, explicou Botelho.
O passo a passo, segundo ele, é:
📍 A Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos, inaugurada neste ano, está localizada na avenida Capitão-Mor Gouveia, número 1339, no bairro Nazaré, Zona Oeste de Natal. Denúncias sobre golpes podem ser feitas pelo telefone 181, inclusive de forma anônima.
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