Coração de porco usado em transplante inédito estava infectado por vírus - Fatorrrh - Ricardo Rosado de Holanda
FatorRRHFatorRRH — por Ricardo Rosado

Medicina 06/05/2022 10:23

Coração de porco usado em transplante inédito estava infectado por vírus

Em março, David Bennett, que recebeu o transplante, morreu, e os cientistas envolvidos na cirurgia inédita começaram a investigar a razão do óbito

Coração de porco usado em transplante inédito estava infectado por vírus

No início deste ano, a notícia de que, pela primeira vez na história, um homem tinha recebido o transplante de coração de um porco animou médicos e pacientes.

Em março, porém, David Bennett morreu, e os cientistas envolvidos na cirurgia inédita começaram a investigar a razão do óbito.

Ontem, divulgaram que o órgão usado no procedimento continha um vírus, o que pode ter contribuído para o desfecho não desejado.

Em uma reportagem publicada no periódico MIT Technology Review, especialistas revelaram que o coração de Bennett foi afetado pelo citomegalovírus suíno.

“Estamos começando a entender por que ele faleceu”, disse Bartley Griffith, docente da Escola de Medicina da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, e um dos cirurgiões responsáveis pelo transplante.

Segundo o cientista, “talvez, o vírus tenha sido o ator, ou possa ser o ator, que desencadeou” a morte de Bennet. As informações descritas na revista foram apresentadas por Griffith durante um webinar transmitido on-line pela American Society of Transplantation, no mês passado.

À época, o cirurgião também detalhou os esforços desesperados dos especialistas para derrotar a infecção. O vírus detectado é muito comum em porcos e, nesses animais, costuma provocar apenas espirros.

A empresa de biotecnologia que criou o porco usado no procedimento, a Revivicor, se recusou a comentar a morte do paciente e não fez declaração pública sobre o vírus. Ao detalhar o experimento em janeiro, a equipe responsável pela cirurgia destacou que os animais usados para procedimentos médicos deveriam estar livres de patógenos.

Deu em Correio Braziliense

Ricardo Rosado de Holanda
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