Comportamento 08/12/2024 16:02
Coração de galho em galho: saiba o que é a síndrome do Tarzan
Chamado de síndrome do Tarzan, o hábito de saltar de um relacionamento para outro pode refletir fragilidades emocionais e gerar diversos impactos negativos.

A dificuldade de permanecer solteiro e o hábito de engatar um relacionamento atrás do outro são características marcantes da chamada síndrome do Tarzan.
O termo, que ganhou popularidade na internet, descreve um comportamento de dependência emocional excessiva, no qual a pessoa, após um rompimento, sente a necessidade de buscar rapidamente um novo vínculo afetivo para se sentir completa.
“O nome da síndrome é inspirado no comportamento do Tarzan, que, nas histórias, vive balançando de cipó em cipó, sem nunca parar para se firmar em um só lugar”, explica a psicóloga Juliana Gebrim.
Para a especialista, o fenômeno tem se tornado mais frequente devido à superficialidade das relações modernas, amplificada pelas redes sociais e pelos aplicativos de namoro.
“As conexões se tornaram instantâneas, o que cria a sensação de que é necessário estar sempre acompanhado para ser validado ou considerado bem-sucedido”, analisa Juliana. A psicóloga Karliny Uchôa acrescenta que, além da pressão social para estar em um relacionamento, há uma constante valorização desses vínculos.
“Essa pressão, somada ao medo de ficar só, faz com que muitas pessoas tenham dificuldade em lidar com períodos de solidão”, avalia.
Por esse motivo, a síndrome do Tarzan é muito comum em indivíduos inseguros, carentes, com baixa autoestima e que enfrentam medo da solidão.
“Ela também pode ser resultado de traumas, como experiências de abandono ou relacionamentos conturbados no passado”, acrescenta Karliny.
A síndrome do Tarzan é vista como um comportamento tóxico, capaz de causar diversos danos emocionais. Ao entrar rapidamente em novos relacionamentos para evitar a solidão, muitas pessoas deixam de criar espaço para o processo de cura.
“Elas buscam no outro uma espécie de ‘salvador’ emocional, tratando o parceiro como um ‘remédio’ externo para preencher um vazio interno”, explica a psicóloga Juliana Gebrim.
Segundo as especialistas, essa dinâmica impede que a pessoa se conheça melhor e se fortaleça emocionalmente por conta própria. “Essa troca constante de parceiros pode se tornar um ciclo vicioso que bloqueia o crescimento pessoal e o autoconhecimento. Além disso, cria uma dependência emocional, na qual a felicidade e a autoestima estão sempre atreladas ao outro”, ressalta Juliana.
Esse padrão também pode intensificar sentimentos de ansiedade e insegurança, já que a busca por um novo amor costuma ser feita de forma impulsiva, sem uma escolha consciente e genuína. “No fim, isso pode levar a envolvimentos em relações que não são realmente boas, perpetuando os mesmos erros”, acrescenta Juliana.
A psicóloga Karliny Uchôa complementa que, por essa razão, quem sofre com a síndrome frequentemente enfrenta dificuldades para construir vínculos profundos. “Em geral, entram em relacionamentos apenas para evitar a solidão, o que resulta em conexões mais superficiais”, observa.
A longo prazo, é comum surgir a sensação de que sempre falta algo nos relacionamentos. “Isso ocorre porque, em vez de trabalhar nas próprias questões internas e nas necessidades emocionais, a pessoa tenta encontrar soluções nos outros, o que inevitavelmente leva à frustração”, conclui Juliana.
As especialistas apontam que o autoconhecimento é a chave para superar a síndrome do Tarzan. Esse aprendizado, muitas vezes, exige o auxílio de um profissional da área de psicologia.
“O primeiro passo é reconhecer o problema e entender que é possível mudar esses padrões de comportamento”, afirma a recomenda Juliana.
Por meio da terapia, é possível trabalhar aspectos como autoestima, autoconfiança e independência emocional. O objetivo é ajudar a pessoa a perceber que pode ser feliz e equilibrada por conta própria, sem depender constantemente da validação ou companhia de outra pessoa.
“O tratamento também permite identificar e enfrentar questões paralelas, como o medo da solidão e a necessidade de validação, já mencionados”, complementa Karliny.
Os processos de término podem ser desafiadores, mas é possível enfrentá-los de maneira saudável. Um dos passos fundamentais, segundo as psicólogas, é permitir-se sentir as emoções sem julgamento.
“Sentir tristeza, raiva ou até alívio é natural. Tentar reprimir esses sentimentos só dificulta o processo de cura. Aceitar o que se está sentindo é essencial para seguir em frente”, aconselha Juliana.
Buscar apoio emocional em amigos e familiares também é importante. Compartilhar o que está vivenciando pode aliviar o peso emocional e proporcionar uma sensação de acolhimento.
Por fim, a reflexão sobre a experiência é crucial. Reavaliar a relação e extrair aprendizados contribui para o crescimento pessoal. “Use o que aconteceu como uma oportunidade para o autoconhecimento e para evitar repetir os mesmos erros em futuras relações”, conclui Juliana.
Entre os sinais mais recorrentes estão:
Dependência emocional excessiva — “Se a pessoa sente que não consegue ficar bem sozinha e sempre precisa estar em um relacionamento para se sentir completa ou segura, é um indicativo de alerta”, explica Juliana Gebrim.
Medo de envolvimento emocional profundo — Mesmo em um relacionamento, há resistência em se expor totalmente. “Tende-se a manter uma distância emocional para evitar se machucar”, destaca Karliny Uchôa.
Busca por validação externa — O bem-estar emocional dessas pessoas geralmente está atrelado à atenção e à aprovação do parceiro. Elas têm dificuldade em encontrar segurança emocional dentro de si mesmas.

Descrição Jornalista
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