Guerras 03/04/2025 10:55
Com 24 vezes mais poder de destruição que a bomba de Hiroshima, EUA iniciam a produção de sua nova bomba nuclear 7 meses antes do previsto

Os Estados Unidos vão iniciar mais cedo a produção de sua mais nova bomba nuclear. A arma, chamada B61-13, foi desenvolvida pelo Sandia National Laboratories (SNL) e faz parte do plano de modernização do arsenal nuclear do país.
De acordo com um comunicado oficial, a produção total da B61-13 começará sete meses antes do previsto. O SNL afirmou que isso só foi possível graças a um “planejamento de programa inovador”, que acelerou o cronograma em mais de 25%.
A antecipação reforça os esforços dos EUA para manter sua capacidade de dissuasão nuclear em meio a tensões internacionais. Mesmo com a queda no número de armas nucleares desde o fim da Guerra Fria, EUA, Rússia e China continuam a investir em tecnologia militar avançada.
A B61-13 é uma bomba nuclear de gravidade. Isso significa que ela é lançada de um avião e não possui propulsão própria. Segundo a Administração Nacional de Segurança Nuclear (NNSA), o projeto foi iniciado em 2023. O investimento total na arma chegou a US$ 92 milhões.
O novo modelo é uma variante da antiga B61-7. A diferença está nos sistemas de segurança e na tecnologia embarcada. A B61-13 terá um kit de cauda que permite que ela se direcione sozinha ao alvo após ser lançada.
Além disso, é uma bomba nuclear de rendimento variável. Isso quer dizer que seu poder de destruição pode ser ajustado antes do lançamento. O rendimento pode variar de 10 até 360 quilotons. Para comparação, a bomba lançada em Hiroshima tinha entre 12 e 18 quilotons. A de Nagasaki, entre 18 e 23.
Com essa nova capacidade, a bomba pode ser usada de forma mais precisa, atingindo alvos específicos e reduzindo danos colaterais. A B61-13 supera modelos anteriores, como a B61-12, que tem rendimento máximo de 50 quilotons.
A introdução da B61-13 faz parte de um processo de substituição. Ela vai ocupar o lugar de versões antigas, como a B61-7 e a B61-12. Com isso, os EUA conseguem manter um arsenal mais eficiente sem elevar o número total de ogivas.
A bomba B61 é a mais antiga arma nuclear dos Estados Unidos ainda em uso. Está ativa desde 1968 e já passou por diversos programas de extensão de vida. A nova versão representa uma continuidade dessa história, agora com tecnologia mais moderna.
Inicialmente, a B61-13 será transportada pelo bombardeiro B-2 Spirit. Depois, será incorporada ao novo bombardeiro stealth B-21, da fabricante Northrop Grumman.
A chegada antecipada da B61-13 ocorre em um momento de instabilidade mundial. A guerra na Ucrânia, os avanços da China em sua capacidade nuclear e as recentes posições políticas adotadas pelos EUA aumentam o clima de alerta.
Mesmo com o número de armas nucleares em queda nos últimos anos, os arsenais dos EUA e da Rússia continuam com cerca de 5.000 ogivas cada. A introdução da B61-13 marca uma atualização importante nessa corrida por tecnologia militar de ponta.
O desenvolvimento da nova ogiva indica que os Estados Unidos pretendem manter sua força dissuasiva com armamento mais preciso, moderno e seguro.
Com informações de Interesting Engineering.
Deu em CPG

Descrição Jornalista
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