Comércio 19/11/2021 08:00
CNC: confiança do comércio cai pelo terceiro mês seguido
Apesar do aumento da circulação de pessoas nas ruas, situação econômica frustra expectativas de empresários

Pelo terceiro mês seguido, os comerciantes brasileiros se mostraram menos otimistas.
É o que aponta o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Segundo a pesquisa, o indicador teve redução mensal de 1,3% em novembro.
O resultado, no entanto, não anulou a performance da confiança empresarial até o momento, que subiu cerca de 9,7% em 2021.
Apesar de ter caído oito vezes em onze meses, indicando oscilação do otimismo, o índice registrou 119 pontos, permanecendo na zona de satisfação, acima dos 100 pontos. Os resultados foram influenciados por variações adversas no subíndice Condições Atuais do Empresário do Comércio, que teve reduções em todos os itens que o compõem: condições atuais da economia, do setor e da empresa.
O presidente da CNC, José Roberto Tadros, avalia que os números deixam implícito que, mesmo com o aumento de circulação de pessoas nas ruas, a conjuntura econômica tem afetado a confiança empresarial.
“Os dados indicam que, apesar de fundamental, o avanço da vacinação já não tem sido mais suficiente para injetar ânimo no comércio. Será preciso que a situação da economia melhore para a recuperação acontecer”, afirma.
Cenário de redução da confiança
Entre os componentes apurados pelo Icec, apenas o que se refere às intenções de investimento variou positivamente no mês, com crescimento de 0,5%, o que, segundo a análise, pode ser atribuído ao término do ano e à sazonalidade das compras de Natal.
Por outro lado, o item relativo a condições atuais do empresário do comércio apresentou a maior queda mensal, 4,1%. Expectativas do empresário do comércio contou com menor retração, de 0,7%.
O economista da CNC responsável pela pesquisa, Antonio Everton, aponta que fatores como a inflação; a desvalorização da moeda, encarecendo as importações; os juros; a escalada dos preços dos combustíveis e o aumento da energia nas vésperas da chegada do verão constituem um ambiente complicado para vendas.
Além dos fatores diretos, outros ingredientes compõem um cenário de redução de confiança dos empresários, como o encerramento do auxílio emergencial; o endividamento das famílias e a taxa de desemprego ainda elevada. “Na prática, compõem um conjunto de elementos que se tangenciam na contramão da virtuosidade, tornando a fase de recuperação mais complexa.
O contexto ajuda a explicar, então, por que há maior circulação de pessoas, e a movimentação parece não impactar o crescimento das vendas e do otimismo.”, observa Everton.
Deu no Portal da CNC

Descrição Jornalista
Polícia Militar apreende 375 kg de maconha na Grande Natal
02/02/2026 08:15
Caetano e Bethânia levam o Grammy de Melhor Álbum de Música Global
02/02/2026 06:51
Como identificar pessoas interesseiras, segundo a psicologia
01/02/2026 10:39 54 visualizações
Lula abre ano eleitoral com menor vantagem dos últimos 16 anos
01/02/2026 11:08 45 visualizações
PoderData: 8 em cada 10 brasileiros desconfiam da polícia
01/02/2026 10:00 41 visualizações
Polícia Militar apreende 375 kg de maconha na Grande Natal
02/02/2026 08:15 40 visualizações
Fim da era ‘sem regras’: influenciadores entram de vez no radar da Receita em 2026
01/02/2026 12:13 36 visualizações
01/02/2026 13:40 31 visualizações
IR zero para quem ganha até R$ 5 mil terá impacto a partir deste mês
02/02/2026 05:00 31 visualizações
02/02/2026 07:05 30 visualizações
Ministério da Saúde emite alerta para o vírus Nipah no Brasil
02/02/2026 04:40 29 visualizações
Brasileiros que usam certos remédios podem ter direito à aposentadoria já em 2026
01/02/2026 14:24 20 visualizações