Catástrofes Naturais 28/09/2026 13:47
Cientistas detectam ruptura de placa tectônica sob o Oceano Pacífico, com falhas profundas, deslocamentos e tremores em faixa de 75 quilômetros

Uma placa tectônica no fundo do Oceano Pacífico está passando por um processo de ruptura na região de Cascadia, no noroeste da América do Norte. Imagens sísmicas revelaram fraturas atravessando sua estrutura e sinais de que diferentes partes podem estar se separando aos poucos.
O processo, porém, não acontece de uma hora para outra. Segundo os pesquisadores, a fragmentação completa pode levar milhões de anos.
Os indícios encontrados ajudam justamente a entender como uma placa começa a se desfazer muito antes de sua separação definitiva.
Os cientistas observaram algo curioso. Em um trecho de aproximadamente 75 quilômetros, a estrutura ainda registra terremotos.
Outras partes aparecem praticamente silenciosas. Essa diferença é uma das pistas usadas pelos pesquisadores para interpretar o estágio atual da ruptura.
A análise utilizou dados coletados em 2021 pelo CASIE21, o Experimento de Imagem Sísmica de Cascadia. Durante o levantamento, ondas sonoras foram enviadas para as profundezas do Pacífico e seus ecos foram registrados por equipamentos distribuídos ao longo de um cabo de cerca de 15 quilômetros.
Foi assim que as estruturas enterradas começaram a aparecer.
As imagens obtidas mostraram várias falhas atravessando a placa oceânica. Uma delas está associada a um deslocamento de aproximadamente 5 quilômetros.
Os registros do CASIE21 também indicam que esse tipo de movimento pode ter ocorrido mais de uma vez.
Segundo a interpretação apresentada no estudo, diferentes segmentos de uma placa tectônica não precisam necessariamente se separar ao mesmo tempo.
Algumas falhas podem facilitar movimentos laterais entre os blocos da crosta, permitindo que a fragmentação avance por partes.
Isso também ajuda a explicar a atividade sísmica desigual observada na região.
Quando dois blocos de rocha permanecem conectados e acumulam tensão, terremotos podem ocorrer. Depois que uma parte se desprende completamente da outra, porém, aquela ligação deixa de produzir terremotos justamente porque os blocos já não estão mais presos entre si.

A fragmentação progressiva também pode modificar o que ocorre abaixo das placas. Conforme partes da estrutura se desprendem, pode surgir uma abertura conhecida como “janela de placa”.
Isso não significa que Cascadia esteja prestes a deixar de produzir terremotos. Pelo contrário, o fenômeno descrito ocorre em uma escala de milhões de anos.
O objetivo agora é entender melhor como essas mudanças profundas podem alterar as estruturas relacionadas à ocorrência de futuros terremotos.
Fontes: estudo publicado na revista Science Advances e dados do Experimento de Imagem Sísmica de Cascadia (CASIE21), conforme informações fornecidas no material-base.

Descrição Jornalista
📊 Pesquisa Datafolha para presidente e governadores de SP, RJ, MG, PE e DF
02/10/2026 05:38 125 visualizações
01/10/2026 10:57 119 visualizações
‘Estamos elaborando mandado de segurança para adiar eleições’, afirma Augusto Cury
02/10/2026 16:26 110 visualizações
Mais de 12 mil agentes: SESED define esquema de segurança para as Eleições 2026 no RN
01/10/2026 15:14 101 visualizações
Dívidas da classe média chegam a 6,3 vezes a renda mensal, diz Bravo
01/10/2026 11:03 100 visualizações
Josimey Costa apresenta ‘Quase conto’ – a literatura que se lê com os olhos
01/10/2026 16:45 99 visualizações
Lula diz que discute com BC proibir bancos de dar mais de um cartão de crédito por pessoa
02/10/2026 10:03 95 visualizações
Fachin endurece regras contra brechas que burlam sorteio de relatores em processos
02/10/2026 15:25 90 visualizações
02/10/2026 14:41 89 visualizações
Como votam evangélicos e católicos nesta eleição?
01/10/2026 13:22 87 visualizações